quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

The Band - The Last Waltz (Complete Box Set)




E ae galera, espero que todos tenham passado um belo natal e já desejo um ótimo ano novo!
Vamos deixar registrado aqui que estamos saindo para o tão esperado festival de ano novo do Psicodália! Preto(Rodrigo), Luiz, Ibiaçu e eu estamos aqui no apartamento fazendo os preparativos finais para cair na estrada. Em quem der na telha de ir pra lá, basta pagar os 120 reais do pacote, juntar mais uma graninha pouca e partir também, só não vá se perder por aí. São cinco dias de festival com mais de vinte bandas, incluindo Pata de Elefante, Terreno Baldio, Blindagem e Os Mutantes. Esperamos ouvir muito som do clássico por parte das outras bandas e nós surpreender com a pegada nacional deles.
Uma fazenda perto da cidadezinha de Rio Negrinho-SC vai sediar o festival, com seu laguinho e sua cachoeira, pelo que consta. Pois é, reveillon psicodélico da galera saudosista aqui. Fica aí embaixo um vídeo do Pata produzindo uma música nova que esperamos ouvir no festival, a idéia do vídeo é bem interessante também e dá pra ouvir a música inteira depois, bem loca.

O post de hoje já que o Daniel falou no vídeo que a música nova do Pata tem uma parte que lembra The Band, já que estamos em clima de Woodstock... The Band em sua última performance que fechou com chave de ouro a carreira deles. Os convidados desse show, "The Last Waltz" que também se encontra em DVD, são muitos e são lendas, vocês podem conferir no próprio setlist a turma de peso, entre eles está o próprio Bob Dylan que nos primórdios era o líder do The Band, pra quem não sabe, eles se apresentavam como "Bob Dylan and The Band" e quando o Dylan resolveu mergulhar numa carreira solo, ressaltou aos músicos de quem se despedia que eles eram muito bons e deveriam continuar na pegada, o resultado foi que na falta de um nome melhor, eles se mantiveram apenas como The Band, como já eram conhecidos assim.
O DVD desse show começa com um anúncio dizendo que o som deve ser tocado alto e eu recomendo acatar a esse anúncio! Você pode baixar os discos em servidores alternados(MediaFire, RapidShare e 4shared) para poder fazer downloads simultâneos e agilizar.

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Qualidade Musical: 10
Qualidade de Áudio: 10 (320kbps) 

Setlist
Disc 1
1. Theme From the Last Waltz
2. Up on Cripple Creek
3. Shape I'm In, The
4. It Makes No Difference
5. Who Do You Love? - (with Ronnie Hawkins)
6. Life Is a Carnival
7. Such a Night - (with Dr. John)
8. Weight, The
9. Down South in New Orleans - (with Bobby Charles)
10. This Wheel's on Fire
11. Mystery Train - (with Paul Butterfield)
12. Caldonia - (with Muddy Waters)
13. Mannish Boy - (with Muddy Waters)
14. Stage Fright

Disc 2
1. Rag Mama Rag
2. All Our Past Times - (with Eric Clapton)
3. Further on up the Road - (with Eric Clapton)
4. Ophelia
5. Helpless - (with Neil Young)
6. Four Strong Winds - (with Neil Young)
7. Coyote - (with Joni Mitchell)
8. Shadows and Light - (with Joni Mitchell)
9. Furry Sings the Blues - (with Joni Mitchell)
10. Acadian Driftwood
11. Dry Your Eyes - (with Neil Diamond)
12. W.S. Walcott Medicine Show, The
13. Tura Lura Lura (That's an Irish Lullaby) - (with Van Morrison)
14. Caravan - (with Van Morrison)

Disc 3
1. The Night They Drove Old Dixie Down
2. The Genetic Method / Chest Fever - (excerpt from movie soundtrack)
3. Baby Let Me Follow You Down - (with Bob Dylan)
4. Hazel - (with Bob Dylan)
5. I Don't Believe You (She Acts Like We Never Have Met) - (with Bob Dylan)
6. Forever Young - (with Bob Dylan)
7. Baby Let Me Follow You Down (Reprise) - (with Bob Dylan)
8. I Shall Be Released (Finale)
9. Jam #1
10. Jam #2
11. Don't Do It
12. Greensleeves - (from movie soundtrack)

Disc 4
1. The Well
2. Evangeline - (with Emmylou Harris)
3. Out of the Blue
4. The Weight - (with The Staples)
5. The Last Waltz Refrain
6. Theme From the Last Waltz
7. King Harvest (Has Surely Come)
8. Tura Lura Lura (That's an Irish Lullaby) - (with Van Morrison)
9. Caravan - (with Van Morrison)
10. Such a Night - (with Dr. John)


Dedicado ao Luquinhas, que botou esse DVD pra gente assistir inúremas vezes e ao Matheus. E fica ai um presente de Natal pra galera, espero que gostem por que deu trabalho!

sábado, 26 de dezembro de 2009

Frank Zappa - Hot Rats


Ahhh! Férias! Rola aquela fadiga de escrever ou fazer qualquer coisa, mais eu não poderia deixar de postar esse album! Simplesmente ABSURDO! O melhor album do Zappa sem duvidas, e praticamente instrumental! Esse é pra "calar a boca" daqueles que falam que o Zappa não manda bem na guitarra. Depois eu posto mais detalhes, não há nada que eu possa escrever que voces não sentirão ouvindo!

Qualidade Musical - 10
Grau de Loucura - 10

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

The Best - Live in Japan 1990


Oba, estou aqui pra postar um supergroup peso pesado, que também não durou muito tempo e aparentemente só deixou esse show de 1990 na terra dos meus ancestrais. Pra começar vou falar do meu herói, baixista do The Who, John "The Ox" Entwistle. Nesse show ele faz solos com slaps daqueles que trastejam bastante; albumas das músicas são de autoria dele, como "My Wife"(uma das tops, lançada no Who's Next), "Too Late The Hero"(que eu gosto muito e, se não me engano, nunca foi inserida em nenhum disco do Who) e "Boris The Spider", uma musicomédia, vamos dizer assim. Como sempre ele manda suas bases hiperativas em praticamente todas as músicas.
Depois ninguém menos que o tecladista Keith Emerson("Emerson, Lake and Palmer"), dispensa apresentações, sinceramente, ele frita nesse show! Antes da faixa "Fanfare For a Common Man", na qual ele e o Entwistle realmente fazem presença, alguém diz "one of the greatests keyboard players that ever walked this planet, Mr. Keith Emerson".  O baterista Simon Phillips também merece grande destaque, sua pegada no show inteiro foi essencial, pelo que vi ele fez carreira solo, mas tocou com uma pancada de músicos que nesse mundo valeriam a pena tocar junto, a lista é grande mesmo, nem vou falar aqui, mas ele tocou também na turnê de 89 do The Who nos EUA. Não sou perito em bateria, mas a faixa "Simon drum solo" é de alto nível.
O guitarrista, Jeff "Skunk" Baxter, começou como baixista substituto na banda do Hendrix nos EUA que se chamava "Jimmy James and the Blue Flames", antes do Jimi ir pra Europa criar o "The Jimi Hendrix Experience" e depois fundou a banda "Steely Dan" cujo hit "Rikki, Don't Loose That Number" consta no setlist desse show, cá entre nós, uma música boa e bem arranjada, mas meio pau-mole, a base dela se parece muito com a de "Us and Them" do Floyd. Depois essa banda acabou e ele se juntou a banda "The Doobie Brothers" que tem também uma música nesse setlist: "Takin' it to the Streets".
O outro guitarrista, Joe Walsh(das bandas The Eagles; James Gang; Barnstorm) trouxe para o setlist o single da banda Barnstorm "Rocky Montain Way", uma bem loca.
Acho que já falei bastante e não falei nada, até porque preciso ouvir mais esse álbum, é mais um daqueles posts urgentes do plantão musical, ahuiahiuahiua quanta groselha! Mas enfim, as faixas mais indispensáveis são: "America / Look At Us Now"(Meu Deus! que música é essa?), "Bodhisattva", "Fanfare For the Common Man", "Seven Bridges Road / Life In the Fast Lane", "Reelin' In the Years" e todas as que eu citei antes, tirando apenas uma ou outra.
Isso aí, vamos ouvindo! Abraços

Qualidade Musical: 10
Grau de Loucura: 10
Qualidade de Áudio: 9 (320kbps extraído de dvd pirata)

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Setlist:
01. Seven Bridges Road / Life In the Fast Lane
02. My Wife
03. Bodhisattva
04. Fanfare For the Common Man
05. Rikki Don't Lose My Number
06. Simon drum solo
07. Rocky Mountain Way
08. Too Late the Hero
09. America / Look At Us Now
10. Boris the Spider
11. Reelin' In the Years
12. Takin' It To the Streets

Line-Up
John Entwistle - baixo
Jeff "Skunk" Baxter - guitarra
Joe Walsh - guitarra
Keith Emerson - teclado
Simon Phillips - bateria
Rick Livingstone - vocais
Hamish Richardson - backing vocals
Angus Richardson - backing vocals
Fergus Richardson - backing vocals


Show encontrado em The Who Links


John Entwistle


Keith Emerson

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

AC/DC hoje e Buddy Guy domingo em SP, Jimmy Page sábado no Rio

Oba, sem álbuns pra postar hoje, só vou rapidamente dar uma nota sobre esses eventos.
Bom, o show do AC/DC vai rolar hoje no Morumbi, o setlist conta com várias do álbum Black Ice; "Thunderstruck", "Highway to Hell", "TNT" e encerra com "For Those About To Rock". Quem não tem ingresso se fudeu.
Mas aí ontem eu recebi essa notícia bombástica, Sir Jimmy Page vem ao Brasil sábado para participar de show benificiente no Rio. Já tentei conseguir meus ingressos e até agora não obtive retorno, quem quiser comprar o único meio é enviando um email para casajimmyreservations@britishschool.g12.br
Esse show conta com a presença de Pepeu Gomes(Novos Baianos) e Jorge Israel(Kid Abelha). Além do mais haverão apresentações de bandas da escola de música da qual Page é patrono. Os ingressos são limitados e tem preferência os pais dos alunos da escola. Pelo humilde preço de R$100 pista e R$200 cadeira, toda a grana será revertida para caridade, dizem eles.
Se você não ta acreditando em mim, pode entrar no link do Rolling Stone:
http://www.rollingstone.com.br/secoes/novas/noticias/jimmy-page-toca-no-rio-de-janeiro-em-evento-beneficente/

Mas ainda temos algo mais coerente com as nossas mortais possibildades, domingo vai ter a edição desse ano do Telefônica OPEN JAZZ, com o bluesman Buddy Guy e a contora Dianne Reeves, às 16h, no Parque da Independência (Av Nazareth, s/n – Ipiranga. Entrada pela Rua dos Patriotas, Portão Principal), com entrada franca.

Como eu não postei nenhum álbum hoje, vou deixar uns vídeos bacanas, os primeiros são duas performances do Led Zeppelin em 1969 na Dinamarca, a voz do jovem Plant impecável, o baixo harmonioso, o bumbo destruidor e a guitarra absurda. Depois um vídeo recente do Raconteurs fazendo uma versão de estúdio de "Old Enough" com uma pegada bem country, a participação de uma contora que tem uma voz meia boca, um maluco no cavaco elétrico que dichava e, as vezes do violino ficam por conta do Dean Fertita do Queens of the Stone Age. Realmente é uma música muito bem feita e trabalhada.
E por fim, uma sessions do John Paul Jones que eu encontrei em seu site oficial e AC/DC tocando "Thunderstruck" no famoso show de Donnington de 1991.
Bons shows a todos!






quinta-feira, 19 de novembro de 2009

The Who - Live at the Young Vic Theater '71

 "I think these hands have felt a lot,
I don't know, what have I touched,
I think these eyes have seen a lot,
I don't know, maybe they've seen too much.

I think this brain has thought a lot,
Searching, trying to find the crutch,
I think this heart has bled once too often,
This time it's bled a bit too much.

Too much of anything, too much for me,
Too much of everything gets too much for me."



Quando a gente tá meio na bad nada melhor do que fazer o que gosta e olhar um pouco pra dentro, hoje é um desses dias, então resolvi escrever sobre o Who, minha banda favorita, como muitos sabem. Alguém pode se perguntar se essa é a banda favorita desse japonês por que ele não posta mais, o grande motivo seria que eu pretendia comprar os bootlegs oficiais, converter para mp3/320kbps e, aí sim, postar aqui, mas a grana tá curta e esses bootleg custam uma nota. Um deles eu já tenho, o "Isle of Wight Festival(1970)", mas deixei na casa de um amigo que vai me devolver nas férias, aí eu posto. Depois ainda tem o "Live at Leeds(1970)", considerado o melhor álbum ao vivo do rock de todos os tempos, e esse que estou postando agora de 1971.
O grande diferencial desse bootleg com relação aos outros dois é que se trata de quase todas as músicas do álbum mais maduro da banda, o "Who's Next". A princípio era um projeto para um terceiro filme, o "Lifehouse", inspirado em uma casa/estúdio no qual Townshend, Daltrey, Moon e Entwistle recebiam amigos músicos e faziam jams que até Deus lamenta não ter gravado. Mas acima de tudo a idéia levaria a um enredo que ilustraria modos de se alcançar a liberdade e a essência mágica dos instantes tão eternos quanto passageiros através da arte e da música. Covenhamos, algo dificil de se retratar. Acontece que o produtor Kit Lambert teve que ser internado por causa da heróina e o projeto não se concluiu.
Muitas das músicas que fariam parte do "Lifehouse" acabaram presentes no álbum "Who's Next", mas muitas nunca foram lançadas em versões de estúdio. Há Alguns anos algum maluco encontra as gravações(mastertapes) do show no Young Vic Theater no lixo(a gravadora havia se desfeito delas) e logo caiu na net, mais tarde o Who teve que pagar para recuperar esses tapes e, aí sim, foi lançado junto com uma edição especial do "Who's Next" remasterizado em um encarte duplo. Custa uma bela nota e no Brasil só importado, quem quiser pode comprar e me dar de Natal! heheheh... Mas enfim, fiquem espertos que assim que eu tiver esse CD faço uma conversão para substituir esse pirata que vós posto hoje.
Bom, agora vamos as músicas, vou tentar fazer umas viagens com a psicologia fenomenológica; a primeira faixa "Love Ain't For Keeping", uma música maravilhosa liricamente, que na versão de estúdio tem menos a pegada do The Who do que nessa ao vivo, graças principalmente a presença do baixo. Fala do amor verdadeiro, o "amor de Anna" talvez como ilustrou o mestre Bergman, aquele que transcende a paixão possessiva e "dá condições à pessoa amada de ser aquilo que ela pode ser" para citar o Nichan. Ou seja, você pode ser você mesmo com segurança e certeza de que eu ainda estarei aqui, livre de modelos transferenciais a despeito de Freud e Lacan, libertando o ego que estava preso em sua idenficação com aquela persona confortável que lhe foi dada/oferecida como um prato feito(hauihuiah essa foi boa) e encontrando a totalidade do ser. Acha que isso é possível? Aposto minha vida que sim.
Depois "Pure and Easy", uma música de passagens variadas, solos absurdos e batera que não para, escrita por Townshend depois de ter sido iniciado pelo mestre hindu Meher Baba. Fala da vibração pura e simples presente em cada ente, cada molécula do universo, e do homem que encontra essa nota, essa vibração e depois atentando para os atos corruptores dessa vibração como a guerra, a matança e a fome. "O problema da fome é viver apenas para comer" como disseram uma vez, ou seja quando o homem, com medo, foge da angústia de ter que sempre denovo habitar seu lugar. O medo talvez seja uma atitude melancólica também presente na música "Time is Passing", uma das que faria parte do "Lifehouse" e nunca foi lançada em versão de estúdio, mas foi tocada nesste show.
É como presenciar uma sessão de blues com improvisos, o músico as vezes tende a reproduzir frases que em sua primeira aparição o levaram a uma certa elevação espiritual, por ter sido expressão direta do que ele estava vivendo. Nessa insistente tentativa de reprodução ele perde não só essa vivência como a a que estaria por vir, já que está focado no passado glorioso. Isso é humano, não devemos ser tão críticos a respeito, o existir e o insistir, sem perceber esse contraste talvez não perceberíamos nada ou cairíamos na loucura. Os momentos não autenticos fazem com que valorizemos o autêntico. "Find it! I've got to hear it all again! Blind to it! As my tears fall again... It's only by the music, I'll be free!"
O show também conta com músicas antigas e excelentes, como "Young Man Blues", "I Don't Even Know My Self", "Water", uma melhor que a outra, não necessariamente nessa ordem! "My Generation" que pelo visto eles já estavam cansados de tocar daí fizeram uma bem simples nesse show.
A música "Road Runner" composta e gravada originalmente pelo mestre do blues Ellas McDaniel (vulgo Bo Diddley) em 1959. Durante a explosão do R&B britânico no começo dos anos 60 muitos grupos gravaram covers das músicas de Diddley, incluindo os Rolling Stones, The Animals, The Pretty Things, The Zombies, e o The Who. (De fato, foi esta mesma música que o grupo tocou no teste com Keith Moon no Oldfield Hotel em Greenford, em abril de 1964). [trecho extraído e editado do site The Who Brasil]
"Too Much of Anything", uma música completa e muito bem trabalhada; "tudo prende minha atenção por um instante", penso quando escuto. "Getting in Tune", uma música genial e exigente para todos os instrumentos e vocais, as linhas de baixo dela também merecem grande destaque. Álias, em geral vale a pena prestar atenção nos poucos momentos em que Townshend não toca e deixa o Moon e o Entwistle levarem o ritmo.
Para não extender muito vou terminar falando de "Naked Eye", outra genial, a letra fala do ostracismo em que as vezes o homem se coloca, apesar de no fundo saber de sua simbiose com tudo e com todos ele se mantém dentro de seu "quarto" e sonha sozinho, se é que sonha. "the world begins behind your neighbor's wall". Nessa versão os back vocals estão mais presentes e, como em todas, o solo do Townshend muito bom, divinamente acompanhando pelo baixo e frequentemente intimado pela bateria.
Um abraço a todos e bom feriado!

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Qualidade Musical: 10
Grau de Loucura: 10
Qualidade de Áudio: 8,5 (175-200kbps)

Setlist:
Love Ain't For Keeping    2:58
Pure And Easy    6:01
Young Man Blues    4:48
Time Is Passing    3:59
Behind Blue Eyes    4:49
I Don't Even Know Myself    5:43
Too Much Of Anything    4:21
Getting In Tune    6:42
Bargain    5:46
Water    8:20
My Generation   2:58
(I'm A) Road Runner    3:14
Naked Eye    6:22
Won't Get Fooled Again    8:51

Agradecimentos ao Ticano, irmão do Matheus, que um dia me passou não só este como muitos outros shows e compilações do The Who. 

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Jimi Hendrix: The Experience


Eaeeee amantes do bom som! Dessa vez venho aqui para fazer mais um post de conteúdo raro do guitarrista mais revolucionário dos anos 60: Mr. Jimi Hendrix!
La estava eu perambulando pela Livraria Cultura quando dou de cara com esse novo DVD do Hendrix chamado Feed:Back. Com uma capa bem brisante por sinal. Quando viro a contra-capa pra ver do que se trata vejo que são 2 CD's; um DVD de uma hora que documenta sua vida desde a infância até seu auge na breve carreira de 4 anos e depois dando mais atenção ao seu lendário show na comunidade hippie "Rainbow Bridge" (depois até virou um filmaço, absuurdo!) que apenas 3 meses depois veio acontecer a sua trágica morte.. Já no outro disco trata-se de um CD só com raridades e em sua maioria músicas nunca antes lançadas que vou disponibilizar pra vocês aqui. O CD é divido em 3 partes que mostram um Hendrix transcendendo em todos os gêneros que o influenciaram para criar seu próprio estilo e pegada única que com apenas uma nota já conseguimos saber que se trata do gênio Hendrix, e essas partes são: The Psychedelic Sessions, The Soul Sessions e The Rock N' Roll Sessions (que contém 3 sons que ele gravou com a banda do Little Richard, as únicas músicas que eu já tinha ouvido do disco). Bom não vou perder meu tempo escrevendo mais aqui pois trata-se de Jimi Hendrix e não precisa de muito pra convencer alguém a baixar, ainda mais com uma qualidade dessas! Então aproveite e volte sempre para mais raridades da boa música!

Faixas:

The Psychedelic Sessions:
1. Free Spirit (9:41)
2. Wipe The Sweat (3:30)
3. Red House (11:32)
4. Voices (8:44)
5. Psycho (2:34)
6. Hot Trigger (3:52)

The Soul Sessions:
7. Voice In The Wind (4:28)
8. Go-Go Jam (4:00)
9. She's A Fox (2:41)
10. Suspicious (5:47)
11. Soul Floor (6:21)
12. Go-Go Shoes (2:51)

The Rock N' Roll Sessions:
13. Keep A Knockin' (3:18)
14. Long Tall Sally (2:52)
15. Lucille (2:48)


Músicos:
Nas faixas 1 e 3 Hendrix toca com o Experience.
Nas faixas 2,4,5,6,7,8,9,10,11 e 12 Hendrix toca com Lonnie Youngblood & His Band.
Nas faixas 13, 14 e 15 Hendrix toca com The Little Richard Band.

Qualidade Musical: 9,25
Grau de Loucura: 10
Qualidade de Áudio: 10 (256 kbps em m4a)

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domingo, 15 de novembro de 2009

Eric Burdon & Jimmy Whitherspoon - Black & White Blues

Dedico esse post ao amigo Marcelo Ryngelblum.

Enquanto eu pensava em algo bom e diferente para postar lembrei desse show do Eric Burdon, guitarrista do The Animals/War, com o cantor Jimmy Witherspoon, também conhecido como "Spoon". A voz desse cara é realmente forte e cheia, pelo que eu pesquisei ele trabalhou para rádios da segunda guerra, ainda vou ouvir mais esse maluco e os outros instrumentos desse show também fazem uma notável presença. Destaques para "Steam Roller", "The Laws Must Change", "Have Mercy Judge" e "Going Down Slow", "Headin for Home", "Home Dream" que atinge até um certo psicodelismo com essa percussão e piano... enfim, já deu pra ver que todas as músicas são muito boas! Alguns blues nos deixam na fossa, esse ai nos tira dela! Viva a interação etnocultural!
Quem quiser ouvir The Animals com o Sonny Boy, de uma olhada nos posts anteriores, é outro blues fino.

Line Up:
Eric Burdon: Guitar & Vocals
Jimmy Witherspoon: Vocals
Bob Mercereau, Lee Oskar: Harmonica
Papa Dee Allen: Congas
Harold Brown, George Suranovich: Drums
Charles Miller: Tenor Saxophone
Howard Scott, John Sterling: Guitar
Lonnie Jordan, Terry Ryan: Piano, Organ
B.B. Dickerson, Kim Kesterson: bass

Setlist:
I've Been Drifting/Once upon a Time
Steamroller
The Laws Must Change
Have Mercy Judge
Going Down Slow
Soledad
Home Dream
Headin' for Home
The Time Has Come

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Qualidade Musical: 10
Grau de Loucura: 7,5
Qualidade Áudio: 9 (192 kbps)

sábado, 7 de novembro de 2009

Pink Floyd - Animals The Perfect Day


Oba, estive ausente devido a vida mundana, mas vamo que vamo, com a galera do blog mandando vê nos posts também a bola ta rolando. Havia um desejo de postar esse álbum no dia em que o show oconteceu, 27/06/1977, exatamente dez anos antes de eu nascer, mas ainda falta muito até junho do ano que vem, então aí vai! O nome do show não é exagero, nada mais nada menos que uma perfeita, usando a palavra do Waters, performance do álbum "Animals" inteiro, um dos meus favoritos do Floyd e "Wish You Were Here" inteiro também. Se você gosta desses álbuns, note que essas execuções dessa turnê são beeem extendidas, o que revela inúmeras passagens inéditas a quem so ouviu as versões de estúdio. A turnê de 77 foi realmente produtiva, existem vários shows bons desse ano na web, alguns melhores que esse ainda, mas perdendo na qualidade de áudio, por isso escolhi postar esse primeiro.
Animals, um álbum conceitual que gira em torno de metáforas a respeito da podridão humana, sua faceta imoral e repugnante. A sujeira da Revolução Industrial encontra companhia de um Homem impróprio de si mesmo e escravo do progresso.
Poderia escrever horas sobre esses doidos, mas realmente preciso dormir e acredito que você queira é ouvir música. E se o que você leu até agora, não o fez tomar a decisão de fazer o download, eu é que não vou perder meu tempo tentando convencer um tolo.


Disc 1:
1. Sheep
2. Pigs on the Wing, Pt. 1
3. Dogs
4. Pigs on the Wing, Pt. 2
5. Pigs (Three Different Ones)
Disc 2
1. Shine on You Crazy Diamond, Pts. 1-5
2. Welcome to the Machine
3. Have a Cigar
4. Wish You Were Here
5. Shine on You Crazy Diamond, Pts. 6-9
6. Money
7. Us and Them
8. Roger Said "The Perfect Day"

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Qualidade Musical: 10
Grau de Loucura: 10
Qualidade Áudio: 8,5

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Faces - First Steps 1970





IAEEWW! Veshhh!! Ai vai um som surreal que eu não sei como mais eu desconhecia e me envergonho disso e pelo o que eu pude perceber essa banda é pouco conhecida pela galera! Faces ou The Faces é uma banda de blues rock inglesa formada em 1969 por, Ronnie Lande ( Guitarra ), Ian McLagan ( teclado ) e Kenny Jones ( bateria ) que faziam parde do Small Faces - que acabou com a saida de Steve Marriott - Ronnie Wood ( guitarra, gaita ) e Rod Stewart ( vocal ) ambos ex Jeff Beck Group.
Kenny Jones viria depois a substituir - se é que isso é possível - Keith Moon do The Who. Esse é o primeiro album da banda lançado em 1970 e ja da pra sentir o "peso" e a qualidade do som. Um rock'n roll fino, solos de guitarra e teclado impecáveis. O vocal não da nem pra comentar, nunca imaginei Rod Stewart cantando assim, simplismente destruindoo, um vocal daqueles que da gosto de ouvir!
Um som de primeirissima qualidade pouco reconhecido, uma mistura de estilos e ritimos com uma harmonia e melodias impecáveis. Destaque para Shake, Shudder, Shiver!!



Setlist:

1.The Wicked Messenger
2.Devotion
3.Shake, Shudder, Shiver
4.Stone
5.Around the Plynth
6.Flying
7.Pineapple and the Monkey
8.Nobody Knows
9.Looking Out the Window
10.Three Button Hand Me Down


Qualidade Musical: 10
Grau de Loucura: 9

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Radio Moscow

IIIIIIIIIIIIIIIIOWW! Aqui é o Rodrigo (Preto) outro colaborador do Elefante Psicodélico. Como já sacaram neste blog vamos postar os melhores álbuns da história, bootlegs (que nem no primeiro post), “é, apenas o creme da música”, noticias e tudo mais ligado a música e cultura. Vamos iniciar com esse post um método pra avaliar os discos postados, quanto a sua qualidade musical (composição e o quão bem soa pros ouvidos), qualidade de áudio (mais para os bootlegs) e o grau de loucura que seria a piração musical da banda, psicodelismo e o quanto ela consegue deixar você maluco(a) e surtando! Ae as notas vão de 0 a 10! ☮


É isso ae então! Agora vamos à resenha..


Vou apresentar a vocês uma banda que faz um som que eu já estava procurando a muuito tempo, um som que revive a grande era do Rock N' Roll anos 60, e o mais foda de tudo é que ela é atual. Essa banda destruidora chama Radio Moscow e vem arregaçando desde 2003 quando foi formada pelo mestre Parker Griggs: guitarrista, baterista, vocalista e ainda escreve as músicas. No começo era apenas um projeto solo de Parker Griggs, que ia se chamar “Garbage Composal”, mas esse nome durou pouco tempo. Ficaram com esse nome até Griggs pirar numa música chamada “Go Go Radio Moscow” da banda “Nikita The K”, depois disso ele chamou uns brothers pra uma Jam e desde então a arte não parou. Eles são la de Iowa, USA e começaram a gravar os seus sons apenas quando o baixista Luke McDuff se junto à banda em 2006 (que já saiu logo em 2007 para a entrada de Zach Anderson, que continua até hoje), e lançaram seu primeiro disco homônimo com o próprio Griggs gravando as baterias e para os shows ao vivo passaram três nomes (Keith Rich, Todd Stevens e Paul Marrone) para acharem o até então definitivo Cory Berry. Neste primeiro disco eles receberam a ajuda de ninguém menos do que Dan Aurebach, o talentoso guitarrista do “Black Keys” (outra banda de blues rock destruidora que ainda ganhara o seu post aqui no blog), que além de ser o produtor do álbum e engenheiro de som também deixou sua marca nas músicas “Introduction” e “Timebomb” fazendo uma Slide Guitar derreter.


Com este disco de estréia já da para perceber o potencial da banda em misturar um blues rock moderno com guitarras psicodélicas a la Hendrix. O disco começa com uma “Introduction” já pra ter uma idéia do que esta por vir, abusando do Wah-Wah num ritmo bem eufórico de guitarra e batera acelerando até quase explodirem e param tudo para a entrada do riff de baixo de “Frustrating Sound”. Uma boa música pra mostrar suas influências, com estilo de cantar voltado pro blues, mas sempre com seu toque moderno e único, uma letra de não mais que duas estrofes pois a partir dos 1:30 os dois arregaçam no instrumental pra mostrar que não são uma banda qualquer! Parker Griggs já começa ai a demonstrar suas habilidades de “derreter” a guitarra! E então entra “Lucky Dutch” com um riff de guitarra pra te mostrar o que é um blues rock psicodélico
, uma música de grande destaque no disco, mostrando a facilidade deles em entrar e sair do solo quando quiserem alternando os instrumentos, muito foda! Em seguida “Lickskillet”! Uma instrumental nervosíssima, com certeza a melhor do disco e de muitos tempos da história do blues rock! Começa com um violão blueszera e chocalho bem suave até entrar a guitarra que merece seu lugar na calçada da fama, com uma pegada que lembra bastante Keith Richards ela vai tomando conta da música e ficando cada vez mais psicodélica chegando no pico aos 4:00 e assim vai até sofrer overdose. Próxima, “Mistreating Queen” mais um hit do disco, muito boa pra ser boa ser tocada ao vivo, bastante empolgante e com um solo final de tirar o fôlego, aberta aos improvisos. Então “Whatever Happened” música boa feita intera com uma base de blues mas acaba não se destacando tanto, mas nunca pecando nos solos. Na “Timebomb” o que merece créditos é a sua letra, onde se vê um Parker Griggs revoltado com alguma minazinha bem pentelha, descontando sua fúria no refrão: “Just let me be! No, you don’t control me!”. Em “Deep Blue Sea” Parker Griggs demonstra toda sua habilidade de criar um bom e velho blues, bastante raiz com letras boas e uma musica que ao vivo tem bastante flexibilidade para o improviso, grande destaque! Então o disco se fecha com duas faixas instrumentais, primeiro “Ordovician Fauna” onde é investido todo o experimentalismo do disco, mantendo-se numa aura indiana psicodélica, e para finalizar a energética e empolgante “Fuse” com ótimo riff e um solo no meio para lembrar a aura indiana deixada por “Ordovician Fauna”, bom som para terminar uma obra do blues rock psicodélico, representa! E claro não podia deixar de comentar a ótima e psicodélica capa do disco (criada por Anthony Yankovic), que você vai girando e enxergando coisas diferentes, que arte!

Todas as músicas escritas por Parker Griggs; "Introduction" e "Timebomb" co-escritas por Dan Auerbach.
  1. "Introduction" – 1:19
  2. "Frustrating Sound" – 3:54
  3. "Luckydutch" – 4:40
  4. "Lickskillet" – 4:55
  5. "Mistreating Queen" – 4:32
  6. "Whatever Happened" – 3:20
  7. "Timebomb" – 3:17
  8. "Deep Blue Sea" – 5:39
  9. "Ordovician Fauna" – 2:01
  10. "Fuse" – 3:13
Músicos:
Parker Griggs – vocal, guitarra, bateria, percussão
Luke McDuff – baixo
Colaboradores:
Dan Auerbach – slide guitar, produção, engineering
Chris Keffer – masterização
Anthony Yankovic – arte gráfica
Notas:

Qualidade Musical: 8,5
Grau de Loucura: 9,0


Brain Cycles! Provavelmente o melhor disco de 2009 (em minha opinião) e com certeza o meu melhor achado do ano até agora foi o Radio Moscow. La estava eu navegando pelos blogs musicais (agora não me lembro qual) procurando por um som novo e fodastico quando me deparo com a capa de Brain Cycles. De cara já me chamou bastante a atenção. Minhas expectativas aumentaram muito pela capa ter uma “mente aberta”, um terceiro olho, a fonte psicodélica e ainda o disco chamando Brain Cycles, não pensei 2 vezes e fui logo baixando enquanto lia uma curta resenha que falava muito bem mas não o suficiente pra um disco disco de tal qualidade musical. Mas lógico o único jeito de descobrir é ouvindo. Dei a sorte de estar perto das 4:20! Então já fui preparando o ritual, enquanto o download terminava, e nas exatas 4:20 comecei a ouvir o disco que mudou totalmente meu conceito sobre o rock atual! A cada nota musical eu pirava mais, a cada riff eu me impressionava mais, enfim todas as músicas eram petardos mentais! E é por isso que vou precisar fazer um breve comentário sobre cada música.
O disco inicia com “I Just Don’t Know”, e que jeito de começar um disco de blues rock psicodélico! Demora uns 20 segundos no começo para o guitarrista do ano iniciar a música de um jeito sublime, mostrando que a alma dos grandes guitarristas que já marcaram sua presença na história ainda esta bem viva por ai e nos dedos e pés (Wah-Wah) de Parker Griggs. Destruidor! E o som vai te levando, sempre com alguns toques modernos nos efeitos. Seus solos são tão naturais que até da à impressão que ele esta improvisando ao vivo. Outro destaque dessa música é a bateria no final, cheia de viradas styles para provar que Griggs também manja do instrumento. Em seguida entra “Broke Down” com um riff-base brutal que fica martelando na sua cabeça após ouvir. Aconselho a ouvir essa música com fone de ouvido (alias o disco inteiro) porque o vocal e sons ficam alternando de lado toda hora, que da um efeito bem style. O solo final dela também dispensa comentários! “The Escape” se destaca pela sua letra doida e altas quebradas de ritmo. Uma música com 3 solos (e isso acontece em diversas), algo bem incomum hoje em dia não? Seu solo final te levara ao pico. Que é exatamente onde você deve estar para ouvir “No Good Woman”, que acaba de dar as caras com seu riff de baixo fodástico! Com uma letra e ritmo raivoso, logo aos 2:20 ele já entra com um solo brutal! E vai seguindo com Griggs dizendo o quanto esta cansado de esperar por ela até a entrada de um incansável e veloz solo de bateria, que é bem style, mas na minha opinião faltou algo mais, talvez mais “feeling”. Só que isso não importa, pois o pico da musica ainda esta por vir! A volta triunfal da guitarra com uma pegada pra La de monstruosa! Só ouvindo pra descrever. E então prepare o seu cérebro, pois a próxima música vai alterá-lo e derretê-lo! Entra a faixa-título “Brain Cycles”, para mim a melhor instrumental até agora do Radio Moscow, ganhando até da absurda “Lickskillet” (do primeiro disco). O riff mais empolgante do ano! Com direito a teclados a la 60’s e um solo de guitarra estuprador de criancinhas inocentes pra finalizar. Ai vem “250 Miles” que é o melhor blues rock do século 21 que eu ouvi até hoje, e acho difícil aparecer algo superior. Ela entra com um blues bem suave, daqueles que “pede” pra você acender um cigarro, com a guitarra presente nas viradas e uma letra estilo oldschool do blues que deve se encaixar para muitas pessoas. Então aos 2:12 começa o solo que merece um troféu! Puta que o pariu que solo do caralho! Mais uma vez o Radio Moscow prova o poder que tem musicalmente. E se já não bastasse, é agora que entra a melhor música do disco: “Hold On Me”. Considerei ela como a Voodoo Child da nossa geração, e acho que não exagerei nem um pouco! Além de o riff (e que puta riff!) ter uma boa semelhança com o de Voodoo Child a pegada do Hendrix é presente na música toda. Uma música impecável. Vê-la ao vivo deve ser surrealmente enérgico! E depois desse soco na mente eles dão uma quebrada no ritmo frenético com a western faixa instrumental “Black Boot”, onde rola um violãozinho ácido, que é uma ótima trilha para dirigir numa estrada ensolarada fumando um “paieiro” ou simplesmente mascando um capim dourado. O riff que entra a seguir de “City Lights” começa mais o menos no ar psicodélico da “Black Boot”, um puta riff foda! E ele vai indo até a quebrada de ritmo para a entrada do vocal, que é o grande destaque deste som (sem comentar o solo que é sempre um espetáculo a parte), Griggs vai rasgando sua voz no maior estilo grunge, lembrando até performances de Cobain. Por esse motivo que muitas vezes deixam ela para terminar o show e poder estourar a voz e tudo mais. E para finalizar esta Cabulosa obra do blues rock ácido nada melhor que uma música onde da para sentir claramente todos os ingredientes da grande “feijoada de Rock N’ Roll” que é o Radio Moscow! E esta música é “No Jane”. Começando com uma batera Mitch Mitchell passando pra uma guitarra Clapton que logo vira Tony Iommi e depois se mantém no bom e velho Hendrix, nunca esquecendo aquele toque de Peter Green lógico. Que o próprio Griggs diz que é sua maior influência. E quando ela chega la pros 2:30 já está bem no ponto, com os improvisos rolando solto e loucamente, o baixo mantendo uma aura Black Sabbath bem insana; ao vivo esta parte deve ser bicho! Então ela vai se derretendo, abusando do experimentalismo e efeitos de estúdio, sons ao contrario e tudo mais. Simplesmente intenso!
Do caralho achar uma banda desse nível nesses tempos onde quem tem o maior espaço é apenas o lixo musical que ganha prêmios da MTV (a maior culpada de todas pela medíocre cultura musical da grande massa mundial), usa franja ou tem mais brilhantes que a minha avó, entre outros que não quero nem lembrar. Por isso que pelo meio de blogs, todos que tem o fino gosto pela música, vamos tentar expandir ao máximo as mentes musicais. Então podem esperar muito mais. Voltem sempre pra dar uma olhada aqui no “Elefante Psicodélico” porque o nosso acervo e tão grande e seleto que da para postar por altos anos ainda! Seule La Crème De La Musique!!!

Ps: se você teve a paciência de ler até aqui valeu pela visita e baixe logo Radio Moscow, aconselho começar pelo Brain Cycles. Até


Todas as músicas escritas por Parker Griggs; "No Jane" co-escrita por Zach Anderson.
  1. "I Just Don't Know" – 5:00
  2. "Broke Down" – 4:15
  3. "The Escape" – 4:00
  4. "No Good Women" – 8:13
  5. "Brain Cycles" – 3:23
  6. "250 Miles" – 4:52
  7. "Hold on Me" – 3:20
  8. "Black Boot" – 2:04
  9. "City Lights" – 3:58
  10. "No Jane" – 5:20


Músicos:


Parker Griggs – vocal, guitarra, bateria, percussão, produção
Zach Anderson – baixo
Colaboradores:



Anthony Yankovic – arte gráfica
Notas:
Qualidade Musical: 9,75
Grau de Loucura: 9,5

Download Brain Cycles MediaFire


Ps²: Para quem curtiu e quer mais, aqui vai um brinde: Download Hearya Live Session (11/24/07) MediaFire
Uma session que eles gravaram em Chicago, para sentir de leve qual é a pegada da banda ao vivo. Destaque para “Deep Blue Sea” extendida.


Qualidade Sonora: 10


quarta-feira, 14 de outubro de 2009

BECK, BOGERT & APPICE - LIVE






Parem tudo, Mr. Jeff Beck está inspirado!

E ae, segundo post no blog..... esse disco foi um pedido do Mineiro, então um abraço ai.....
Jeff Beck é um guitarrista cabuloso que é muito menosprezado, pouca gente escuta o que esse cara fez. Jeff Beck conheceu Jimmy Page quando ele (Page) tinha 13 anos. Page tocava violão e ficou “meio que conhecido” (como ele mesmo diz...) e a Irma do beck conhecia alguém que conhecia o Page e assim eles se conheceram. Os dois tocaram juntos no yardbirds e no álbum solo do beck chamado truth (esse álbum é absurdo). A bando do beck que gravou o primeiro álbum foi se desfazendo e o jeff beck group nunca teve integrantes mto fixos alem do beck (tem ate um duplo sentido hahahahahahhaha). Graças a isso Jeff beck encontrou uns caras, que ele já conhecia fazendo uns sessions, chamados Tim bogert e Carmine appice (baixista e baterista, respectivamente) que eram de uma banda chamada Vanilla Fudge (não conheço).
Eles formaram o novo Jeff Beck Group com o beck, bogert, appice, Max Middleton (teclado) e Kim Milford nos vocais, mas o barato nem deu certo, depois trocaram um maluco, mas o negocio nao deu certo tambem e ai fizeram esse trio.
Acredito que depois desse disco ficará claro que essa era a melhor idéia mesmo, porque todos tocam muito e esse show é mto pegado. Jeff beck como sempre proporciona uma experiência nova em relação a ouvir alguém tocando guitarra, na faixa Black cat moan rola um medley com blues deluxe e You shook me (que o Jeff beck gravou antes do led e os caras copiaram!!!! Não desmerecendo a versão do led......). Acredito que esse show é bem loco porque tocam muitas faixas do disco truth com uma pegada absurda e algumas musicas novas do próprio BBA que são MUITO boas, com riffs e solos absurdos, um baterista que tem uma pegada absurda, principalmente na faixa Lady, onde todos estão destruindo por sinal e para finalizar a formula secreta da banda ainda existe este ultimo integrante no baixo chamado Tim Bogert que consegue acompanhar Jeff beck numa noite inspirada!
Som pra ouvi no talo.........
"Superstition" – 5:17
"Lose Myself Without You" – 10:49
"Jeff's Boogie" – 3:33
"Going Down" – 3:33
"Boogie" – 4:57
"Morning Dew" – 14:11
"Sweet Sweet Surrender" – 4:43
"Livin' Alone" – 6:11
"I'm So Proud" – 5:42
"Lady" – 6:16
"Black Cat Moan" – 9:13
"Why Should I Care" – 7:20
"Plynth/Shotgun Medley" – 5:57

DOWNLOAD AQUI!

sábado, 10 de outubro de 2009

The Strokes - Live at Eurock 2006 & Live at Melbourne 2001

Ae galera, um post duplo de uma banda que por muito tempo foi minha banda favorita e de toda uma turma com que convivi por anos e anos e ainda convivo mesmo estando longe.
The Strokes tem letras marcantes típicas de um bêbado, uma pegada calma e agradável com solos simples e músicas muito bem arranjadas que escracham com tudo, principalmente com as mulheres de nossas vidas, com influências de The Velvet Underground e The Clash. A bateria fica por conta de um brasileiro Fabrizio "fab" Moretti e o vocalista e líder da banda, Julian Casablancas que se não me engano tem sangue brasileiro também, mas viveu sempre nos EUA. Os dois guitarristas Nick Valensi e Albert Hammond Jr muitas vezes encaixam bases diferentes ao mesmo tempo(arpejos e riffs), o que uma sonoridade muito boa às músicas. E as linhas de baixo ficam por conta de Nikolai.
O show que mais vale a pena ouvir dentre esses dois é o de 2008, mas coloquei esse de 2001 com as músicas mais antigas. Gosto de todas, mas deixo destaque para "New York City Cops"(um solo bem bom), "Hard to Explain", "Alone, Together" e "Soma"
Já o show de 2008 a qualidade de áudio é muito boa e contém uma mescla de músicas dos três cds, nessa época a banda já com mais bagagem botou uma presença de palco que me surpreendeu, solos diferentes das versões de estúdio em todas(ou quase) as músicas do show, batidas mais fortes do Fab e pagadas de louco do Julian fazendo trocadilhos com a letra, vale a pena ouvir todas! Minhas favoritas são: "The End Has No End", "Red Light", "12:51", "Electricityscape ", "Ize Of The World", "Vision Of Division", "Reptilia"(essas duas últimas estão realmente muito locas)... destaque também para "Heart In a Cage".
Quem achava que a banda tinha acabado se enganou, apesar do trabalho solo do Julian e da nova banda do Fabrizio, foi confirmado que eles estão trabalhando em um novo álbum, Fabrizio teve até que deixar a banda Litle Joy para se unir aos Strokes denovo no estúdio.

July 2001, RRR Rooftop Broadcast, Live at Melbourne's Setlist:
Is This It 2:34
The Modern Age 3:43
Soma 2:43
Barely Legal 4:00
Someday 3:04
Alone, Together 3:17
Last Nite 3:21
Hard To Explain 3:43
New York City Cops 3:25
mp3 @ 160kbps

Download (não disponível)

Live at Eurock Cannes's Setlist:
Juicebox 3:16
The End Has No End 2:58
Red Light 3:10
The Modern Age 3:29
Heart In a Cage 3:24
12 : 51 2:22
Alone, Together 3:15
Electricityscape 3:33
Is This It 2:29
Ize Of The World 4:35
Someday 3:15
You Only Live Once 3:05
Hawaii 3:42
Last Nite 3:30
Hard To Explain 4:09
Vision Of Division 4:11
Reptilia 3:46
Take it Or Leave it 3:36
mp3 @ 224kbps

Download MediaFire

Strokes tocando New York City Cops com o Jack White fazendo solo:

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

The Animals & Sonny Boy Williamson - Live In The Club A Go Go

"Sonny Boy! Sonny Boy! Sonny Boy! Soo glad that you're here!"

Um álbum que eu já tenho há um bom tempo e não canso de ouvir, muito bom. The Animals é uma banda com muito do estilo Yardbirds liderada pelo guitarrista Eric Burdon com seus solos bem arranhados; acredito que a primeira música que lembramos ao falar de Animals é "The House of the Rising Sun", um épico como poucos. Mas nesse show não rolam as músicas pops da banda, eles aproveitaram a presença do Sonny Boy pra tocar um blueszão mesmo e com muitas músicas do Sonny Boy.
Sonny Boy Williamson foi um dos primeiros a fazer blues com gaita, um bluesman obrigatório pra todos nós. Depois de ter postado um Led venho com essa boa dose de gaita pra vocês. Ouvir esse som vai dar vontade de sair por ai pegando mulheres da noite... heheheh mean blues!
Boa semana pra todo mundo!



Setlist:
01. Sonny’s slow walk
02. Pontiac blues
03. My babe
04. I don’t care no more
05. Baby don’t you worry
06. Night time is the right time
07. I’m gonna put you down
08. Fattening frogs for snakes
09. Nobody but you
10. Bye-bye, sonny bye-bye
11. Bye-bye, coda
12. Let it rock
13. Gotta find my baby
14. Bo diddley
15. Almost grown
16. Dimples
17. Boom boom
18. C jam blues

Áudio: 160kbps(faixas 1-11) e 192kbps(faixas 12-18)
Ano: 1975

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Led Zeppelin - Tour Over Europe Zurich 1980

Dedicado ao Forca e ao Bonzo, aniversariantes de vida e de morte, respectivamente.


Aqui vai um show magnífico do ano que viria a ser o último ano de apresentações com John Henry Bonham(bonzo), o pulso do Led Zeppelin, que morreu de tanto tomar vodka na casa do Page, no dia 25 de setembro de 1980, 29 anos atrás. Bonhan tinha como grande ídolo ninguém menos que Keith Moon, sua pegada sempre foi mais agressiva e firme com menos notas, enquanto o Moon era mais frenético e rápido, quase não fazia solos mas inovava a cada show dentro dos riffs do Townshend, enquanto o Bonhan fazia seus solos sempre com alguma coisa diferente e tocava também com as mãos nuas. As influências desses dois mitos deram origem a duas escolas de bateria, cada qual segue o estilo de um deles. Ambos morreram devido a problemas com álcool e muito cedo. Bonhan deixou seu filho, Jason que o representou no Led Zeppelin reunion em Londres em 2007 e o Moon deu aulas pro Zak Starskey, filho do Ringo Star, que hoje toca como baterista do The Who e manda melhor que o Ringo.
Esse show está com uma qualidade de áudio bem boa, acima da média, ou seja, pode aumentar o volume sem medo!
A primeira, "The Train Kept A Rollin", é da época em que o Page fazia vezes como baixista no Yardbirds. Foi também a primeira música que os quatro músicos do Led tocaram juntos, depois eles tocaram nas turnês de 69 e nessa de 80, mas nunca foi gravada pelo Led em estúdio. A versão desse show é sem dúvida a melhor que já ouvi, e olhe que eu, por sempre gostar dela, já ouvi várias versões, tanto do Beck, como do Clapton. Mas nada como por o Bonhan e o Paul Jones pra fazer um rockability! Confesso que eu prefiria os vocais do Yardbirds nessa música, o Plant tentou engrossar um pouco e acho que não deu muito certo.
Depois gostaria de citar "In the Evening" com uma pegada bem psicodélica e "All My Love", a última grande música do Led. Uma observação aqui: o Page ta pirando nesse wah-wah*, percebe-se logo na primeira música e ainda mais em "Trampled Under Foot".
Logo em seguida "Since I've been loving you", que música linda! Sempre digo que ela atravessa a alma feminina, nessa versão o Plant mostra por que ele está a altura de todos da banda, improvisa no vocal fazendo frente ao piano e a guitarra, os três passando muito sentimento, sem dúvida. Tive essa conversa com a Marina e o Joe enquanto rolava a música outro dia... não é que essa música atinge a alma feminina pela letra, que diz de um cara que sofre de amores por uma mulher que pisa nele, tudo bem que eu ache que a alma feminina também se sente tocada por isso em sua sensibilidade ao sofrimento e tudo mais, mas é mais a melodia combinada com a voz do Plant que dá condições pra esse atravessamento. Quem sou eu pra entender alguma coisa de vocês mulheres, portanto que fique aqui expresso que estou falando da música como um todo, também pra não entrar em assuntos pessoais heheheh.
Bom, depois pra quebrar o gelo numa paulada só, "Achilles Last Stand", aí sim a gente vê o Bonhan mostrar serviço. essa música com um ar de progressivo e passagens que remetem àquilo que viria a se tornar heavy metal anos mais tarde, tem a pancada do Bonhan inevitavelmente notável.
Depois de "Kashmir" o Plant diz que se alguem estiver "bootlegging" vai ter que excluir essa música por que ela não havia sido tocada completamente correta, eu não percebi nada de errado ahiuhauihaiu. Bom chega de escrever, as últimas músicas todo mundo conhece, uma atenção especial a "Heartbreaker", apesar de ser uma música mais fraca as versões ao vivo dela sempre vem com um show a parte do Page, essa não faz por menos.



Setlist:
The Train Kept A Rollin'
Nobody's Fault But Mine
Black Dog
In The Evening
The Rain Song
Hot Dog
All My Love
Trampled Under Foot
Since I've Been Loving You
Achilles Last Stand
White Summer, Black Mountain Side
Kashmir
Stairway To Heaven
Rock And Roll
Heartbreaker
Data do show: 29/06/1980.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Pata de Elefante - Um Olho no Fósforo, Outro na Fagulha

Ae galera, finalmente um review sobre o show do Pata no Festival Interunesp de MPB Ilha Solteira. Como poderei descrever aqueles dias? Saímos de São Paulo sabendo que o Pata faria um show aqui(sábado) antes do show em Ilha(domingo) e outro ainda depois, na quarta feira no StudioSP, que nós fomos também. Ou seja não precisávamos ter dirigido uns 1200km, mas eu não poderia deixar de ir no show do Pata com o Piru que mora em Ilha e faz Unesp lá. Os paulistanos aqui desistiram de encarar a viagem, Caio, Melcon, Preto, Marcelo, Luiz, Fuchs e cia, bando de coca-cola! ahuiahuihaui Mas beleza, peguei a estrada com o Ibiaçu e a paratonga!
Então em uma semana assistimos a dois shows do Pata, somando três até hoje, ainda veremos mais no final de setembro quando eles vierem para receber o resultado do VMB, e o Macaco Bong, que por sinal está concorrendo com o Pata na categoria instrumental, fiquem atentos!

O Festival teve menos gente esse ano, ouvi boatos de que quase foi cancelado e de que houve pouca divulgação. Mas foi realmente muito louco, incrível como cada ano de festival em Ilha é único. No primeiro ano em que eu fui, teve Oswaldo Montenegro, Mundo Livre SA e Teatro Mágico, enfim, no ano seguinte teve Mutantes, Móveis Coloniais de Acaju, Ventania na prainha!!
O fato é que a chuva nesse ano não conseguiu desanimar a galera, que dançou embaixo dela, chutando as poças d'água e entrando nos carros só pra fazer aquilo que só se faz no seco! O que me desagradou um pouco foi a (falta de)qualidade dos sons que os carros bombavam, isso foi osso... a galera da unesp, como sempre muito receptiva e gente fina.

Falando de música, o show em Ilha foi investido de muita energia, mas pegou a galera de surpresa, todo o público estava acompanhando shows de bandas como "Encantoria", que fez um samba fusionado com música indígena e movimentos teatrais; a interação com o público ficava por conta de um bailarino que descia do palco, tirava as meninas pra dançar e organizava rodas; até que em um momento formou-se uma mandala gigante(imagine uma roda de 5000 pessoas de mãos dadas) circunscrevendo a arena toda, e essa mandala se encontrou no centro como se faz numa festa junina, foi bem brisa. Confira o som deles em http://www.encantoria.com/
Depois um show lamentável de "Tribo de Jah" que consegue estragar as melhores músicas do Bob Marley. Já "Os Demônios da Garoa" mandaram muito bem! Enfim, o Pata tinha a tarefa de encerrar um festival com uma música completamente diferente da que tinha rolado até então, era de se esperar que eles fizessem um setlist com as músicas mais marcantes, como "Soltaram!", "Funkadelic", "Gato que Late" e é claro, várias do último CD que estou postando agora, gostaria de ter gravado o soundboard em Ilha, já lançaria aqui um bootleg do Pata ahuiahuiahuih.
Dá pra imaginar a expressão que surgia a cada música do Pata no rosto das pessoas em Ilha? E como eu percebia isso de mãos dadas com o Hoffman? Enquanto terminava o show dos Demônios eu já estava pensando: "Essa galera vai se pêga de surpresa com a pegada do Pata e eu vou achar graça em tudo!"... E assim foi, havia uma mistura de vislumbramento e impulsos dançantes nas pessoas, quase um conflito ou dificuldade de experienciar as duas coisas! Como estão falando na Rolling Stone, essa geração de rock instrumental não pede vocal por que a guitarra fala pela melódia e a gente não só entende como se deixa levar por ela! (Re)surge a dança psicodélica!
Quase ia esquecendo, rolou uma jam do Gabriel Guedes tocando um violão invertido(por que ele é canhoto) no quiosque perto do acampamento, poucas pessoas viram isso, umas doze, quinze no máximo, ele tocava de olhos fechados e fazia umas melodias realmente boas, engatou nos riffs de "Roadhouse blues"(ou algo muito parecido) uma hora, músicos de peso. Trocamos idéia com os três da banda, todos gente fina.
Na quarta fomos no show no StudioSP, éramos Caio, Luiz, Ibiaçu, Melcon, Preto, Fuchs, Catarina e eu. A casa estava meio vazia e a nossa presença foi a que animou tudo, todo mundo já conhecia o Pata, logo no começo o Preto gritou: "Toca música nova!" E foi o que aconteceu!!
Faltou, como em Ilha, tocar aquela "Dor de Siso", mas mandaram "Isso É O Que Eu Tenho Para Dizer" que tá no nível! As músicas novas que ouvimos lá tinham uma pegada mais blues do que as que a gente já conhece, um blues mais puro, muito bom! Como o Hoffman estava ausente, teve que rolar muita cachaça, aí sim!

Sobre esse álbum, devo dizer que é um excelente trabalho de continuidade e aprimoramento, apesar de também ter umas faixas bem mais inusitadas. Minhas favoritas são: "Carpeto Volatore", "Solitário", "Hey", "Um olho no fósforo, outro na fagulha", "Marta", putz melhor eu parar por que senão vou citar todas como favoritas, mas só para fechar, "Don Genaro"... bom considerem o setlist inteiro. Não sei nem dizer se prefiro o primeiro ou o segundo CD. Sei que vem ai o terceiro!

Mp3 @ 320kbps(VBR):
DOWNLOAD AQUI


Setlist:
1) Carpeto Volatore (G. Guedes)
2) Solitário (G. Telles)
3) Hey! (G. Guedes)
4) Um olho no fósforo, outro na fagulha (G. Telles)
5) Pesadelo Hippie 3 (G. Guedes)
6) Estranha (D. Mossmann)
7) Marta (D. Mossmann)
8) Presente para Mary O (G. Guedes)
9) Dorothy (G. Telles)
10) Gigante (G. Guedes)
11) Pesadelo Hippie 4 (G. Guedes)
12) Da tua irmã, eu também gosto (G. Telles)
13) Bolero das Arábias (D. Mossmann)
14) Breve visita de Wilson a Nova Orleães (D. Mossmann)
15) Bang Bang (G. Telles)
16) Satuanograso (G. Guedes)
17) Don Genaro (G. Telles)
18) Até mais ver! (G. Telles)
Fonte: http://www.patadeelefante.com/

Confiram:
Matéria da Rolling Stone sobre o Pata de Elefante, o Macaco Bong e outras bandas instrumentais.

Entrevista Pata de Elefante MTV

Post: Macaco Bong - Artista Igual Pedreiro
Post: Pata de Elefante(primeiro álbum)

Link para votar na Categoria Instrumental do VMB


quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Jeff Beck - Live at Ronnie Scott's
















Aqui, primeiro eu queria de mencionar que esta é minha primeira postagem e resolvi começar com classe kkkk

...É como um amigo meu já dizia; "ôce pode pegar o melhor guitarrista da atualidade reencarnar ele umas 5 veiz que ainda sim ele vai ficar frustrado quando ouvir esse cara.." haha Mas é isso aí, nesse disco temos uma legítima apresentação que me desanima de tocar guitarra...vo vender yakissoba perto do metrô que melhor. rs (nao querendo subestimar os vendedores de yakissoba )

....Enfim, grande apresentação de nosso amigo Jeff Beck ao lado do batera destruidor Vinnie Colaiuta (ex-Frank Zappa), da baixista, que com todo respeito é um "pitelzinho", Tal Wilkenfeld e o tecladista Jason Rebello (Sting). Show realizado em 2008, qualidade excelente!

Bem, é sempre bom lembrar que nosso amigo Jeff (que tem um lindo sobrenome, diga-se de passagem haha) sempre foi prestigiado por guitarristas renomados, que por sinal temos Jimmy Page e Robert Plant do Led Zeppelin assistindo a este espetáculo. Espero que gostem e apreciem sem moderação até travar o pc, e depois formata ele e vem até esse blog novamente pra fazer o download haha é nóis.....

Setlist:
01.Becks Bolero 03:30
02.Eternitys Breath 01:15
03.Stratus 04:47
04.Cause We Ve Ended as Lovers 05:17
05.Behind the Veil 05:09
06.You Never Know 03:21
07.Nadia 03:41
08.Blast form the East 04:41
09.Led Boots 04:24
10.Angel 05:41
11.Scatterbrain 04:32
12.Goodbye Pork Pie Hat 06:15
13.Space Boogie 04:21
14.Big Block 05:49
15.A Day in the Life 04:46
16.Where Were You 02:51

DOWNLOAD AQUI

“I don’t understand why some people will only accept a guitar if it has an instantly recognizable guitar sound. Finding ways to use the same guitar people have been using for 50 years to make sounds that no one has heard before is truly what gets me off. I love it when people hear my music but can’t figure out what instrument I’m playing. What a cool compliment.” Jeff Beck

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Pink Floyd - Gumma

Uma homenagem a
Richard Wright
28/07/1943 – 15/09/2008
(Parte 3)


Aqui vai minha homenagem a esse gênio da música e a melhor banda de todos os tempos na minha opinião. Um bootleg raro ( pra variar ) de um album gravado pelo Pink Floyd em 1969, Ummagumma. Esse bootleg tem uma qualidade de som muito boa,
e a qualidade instrumental nem precisa falar nada! Um álbum com muito experimentalismo e psicodelia, e é claro, com Wright arregaçando no teclado, é impressionante. Não to muito afim de escrever agora mais quando estiver com mais material eu completo o post. Vale lembrar que a musica Sisyphus tem a ver com o mito de Sísifo, no qual ao desafiar os deuses e ser capturado, como punição ele tem de levar uma pedra para o topo de uma montanha, mas a pedra sempre cai e rola para baixo, e Sísifo tem de descer pegar a pedra e fazer tudo de novo, para sempre. Albert Camus, escritor nascido na Argélia, escreveu um ensaio sobre o mito de Sísifo. Camus vê em Sísifo um ser que vive a vida ao máximo, não temendo a morte e fadado a uma tarefa absurda, porém ele nao desiste da tarefa. Camus no último capítulo de seu ensaio apresenta o mito para trabalhar uma metáfora sobre os trabalhadores da vida moderna. "O operário de hoje trabalha todos os dias em sua vida, faz as mesmas tarefas. Esse destino não é menos absurdo, mas é trágico quando em apenas nos raros momentos ele se torna consciente". Abraço.

Setlist:

CD1:

01 - Grantchester Meadows
02 - Astronomy Domine
03 - Moonhead
04 - Grooving With a Pict
05 - The Embryo
06 - Careful With that Axe, Eugene

CD 2:
01 - Sysyphus
02 - The Narrow Way (part I)
03 - The Narrow Way (part II)
04 - The Pink Jungle
05 - Heart Beat, Pig Meat
06 - The Violent Sequence
07 - Biding My Time
08 - Doing It

Encores:
09 - Green is the Colour
10 - Beset by Creatures of the Deep
11 - Biding My Time (reprise)