terça-feira, 26 de julho de 2011

Mother Love Bone



01 - Capricorn Sister - This is Shangrila
02 - Stardog Champion
03 - Holy Roller
04 - Bone Chine
05 - Come Bite The Apple
06 - Stargazer
07 - Heartshine
08 - Captain Hi-Top
09 - Man Of Golden Words
10 - Capricorn Sister
11 - Gentle Groove
12 - Mr. Danny Boy
13 - Crown Of Thorns

[+bonus]

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Fala galera...
Tendo em vista a passagem do Pearl Jam (HAHAHA) pelo país, achei que sería interessante fazer aquela já velha busca ao silêncio (não raramente mais barulhento) que precedia a tempestade do que foi nomeado de grunge (traduzido, é algo similar a "sujo").
Quem procura mais informações sobre o tema, sugiro o documentário Hype! de 1996.

Para os menos antenados, Mother Love Bone (a banda) abrigava os dois integrantes iniciais - Jeff Ament e Stone Gossard - do que hoje é o PJ. A Mother se desfez depois que o vocalista, Andrew Woods, morreu.

A pegada do disco tem um punhado de acidez, o que contrasta muito bem com sua levada suave; fatores que trazem equilíbrio para os que estão entre aqueles que curtem o casamento de latas com um eventual pianinho safado que pauta a batida... (longe de algo parecido com Supertramp, por favor).

Discão!

Abraços.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Tupi Balboa na Galeria do Rock

Olá transeuntes digitais, cá estou eu a passar por esse blog e derramar meu esdrúxulo viver acerca da vida musical. Bem, como se trata de um blog musical (nao é mesmo?) iriei usurpar desse contexto... segue um vídeo da banda Tupi Balboa fazendo uma live jam session na Galeria do Rock !




Bem, na vida a gente faz um monte de escolhas e algumas coisas que não escolhemos aparecem do mesmo jeito. Enfim, toda essa prosopopéia flácida para dizer que fazer música é magnífico! E é com muito prazer que faço música tb com os meus companheiros.

Mas as vezes vem aquela ínfima faísca de pensamento que, por mais que nao passe de uma faísca, fica constante e duradoura. Pertubando a paz. Desencoraja. E aí as idéias inspiradoras vao ficando obnubiladas...

Aih que vem certos momentos em que vamos vendo que de fato esse longo trilhar da vida é feito de um passo de cada vez e que de fato temos todo o tempo do mundo se conseguimos nos organizar internamente e botar a testa debaixo do sol, no dia a dia, minuto a minuto, um músculo de cada vez...

Ah! Creio que é assim que passamos (não exatamente ilesos) por crises. É saber que cicatrizes são inerentes a nossa existência, e a nossa existência inerente ás crises...

Eita, caiu a pinga aqui no teclado...


sábado, 23 de julho de 2011

John Lee Hooker & Canned Heat - Hooker 'n' Heat '1971

"you can say what you want,
I call it messin' with the hook"


Setlist:
Disc 1
01 Messin' with the Hook (3:19)
02 The Feelin' Is Gone (4:30)
03 Send Me Your Pillow (4:46)
04 Sittin' Here Thinkin' (4:07)
05 Meet Me in the Bottom (3:33)
06 Alimonia Blues (4:31)
07 Drifter (4:56)
08 You Talk Too Much (3:15)
09 Burning Hell (5:25)
10 Bottle Up and Go (2:28)

Disc 2
01 The World Today (7:44)
02 I Got My Eyes on You (4:25)
03 Whiskey and Wimmen (4:34)
04 Just You and Me (7:39)
05 Let's Make It (4:04)
06 Peavine (5:04)
07 Boogie Chillin No. 2 (11:33)

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Áudio: Mp3 320kbps / Studio Live Recording - Excelente qualidade.

De longe um de meus bluesman favoritos, John Lee Hooker! Ele é tanto feeling que não da nem pra perceber quando faz improvisos. Muito fluente, mestre do ritmo e boogie. Mestre das escalas abertas, fritura. E Canned Heat foi uma popular banda de blues elétrico com muita influência do delta. Também íntima do boogie style e com alguns belos momentos psicodélicos, como a época exigia. Marcou presença no Woodstock e em muitos festivais da era hippie.
Esse disco é tido como um dos melhores trabalhos de Hooker, dizem também que nenhuma outra foi melhor banda de apoio para o bluesman como o Canned Heat. Marca um certo contraste, pois grande parte da obra de Hooker é solo, muitas vezes sem banda completa e até sem mais ninguém.
Dê play na primeira faixa e escute até o final. Se não conseguir, ficam algumas recomendações: "Messin with the Hook", "Send Me Your Pillow", "Yoy Talk Too Much", "I Got My Eyes on You", "Peavine"(a top da top, na minha opinião.. o mesmo arranjo de "If I Had a Possession Over Judgement Day" de Robert Johnson), "Bottle Up and Go" e claro, o grand finale: "Boogie Chilen Nº 2"! Bom, é isso, esse é outro dos discos que tenho ouvido bastante ultimamente.

John Lee Hooker: Guitar, Guitar (Rhythm), Vocals
Antonio Barrada: Bass
Adolfo de la Parra: Drums
Bob Hite: Vocals
Henry Vestine: Guitar
Alan Wilson: Guitar, Vocals

para conhecer, os dois maiores hits do Canned Heat:



quarta-feira, 20 de julho de 2011

Garage Band + Uma tarde no AP = Jam!!!




Faaaaaala galera!

Fizemos umas jamzinhas ontem e gravamos no Garage Band do Ipad. Nada de cair o queixo, mas para os curiosos garanto que ficou bastante interessante!!
São 5 faixas curtas, mas com criatividade de sobra! Variamos entre instrumentos de verdade (violão, bongo, voz) e alguns do Ipad!

Aí vai!


terça-feira, 12 de julho de 2011

Wanda Jackson with Jack White - The Party ain't Over (2011)

Setlist:
1. Shakin All Over
2. Rip It Up
3. Busted
4. Rum and Coca-Cola
5. Thunder on the Mountain
6. You Know I'm No Good (Amy Winehouse)
7. Like a Baby
8. Nervous Breakdown
9. Dust on the Bible
10. Teach Me Tonight
11. Blue Yodle #6

Áudio: Mp3 VBR 220-320kbps.
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Poucas iniciativas seriam tão boas como essa de regravar e reinterpretar, em vista da tecnologia de hoje, o estilo dos anos 50. Em parceria com Jack White, Wanda Jackson fez isso possível. O resultado foi muita distorção! Ela que é a rainha de rockabily não só por ter sido casada com Elvis Presley, mas por ter sido ela mesma. Na bateria temos o parceiro de White, Patrick Keller(The Raconteurs).
Jack White fez o convite a Wanda para produzirem esse disco, depois shows e tal. Ela ficou um pouco receosa:

"He's a big star, as big as they come anywhere on the planet, so that was exciting," Jackson tells Billboard.com. "But he also is a rock star, and I don't do this current, contemporary rock-style music. So that's where the apprehension came in. I wasn't sure if we'd see eye to eye."

"He told me, 'I'm not changing your style. I just want to give you fresh material and a fresh sound,'" Jackson recalls. "He pushed me a lot, having me do songs that were out of my comfort zone. It didn't really bother me but it was a little hard to understand what he was wanting from my performance, so it just took a little while to settle in with him. But as we worked together I settled down, and I realized that he had my best interest at mind and he was going to produce a really fine album."


Enfim, o disco ficou muito bom. Fresh, fresh... e este clipe, muitíssimo bem produzido:


domingo, 10 de julho de 2011

The Who - Live at Leeds & Live at Hull 40th Anniversary Edition

"Listening to you..."


Setlist(na horizontal para economia de espaço):

Disc 1 (Live At Leeds Part 1)
Heaven And Hell; I Can’t Explain; Fortune Teller; Tattoo; Young Man Blues; Substitute; Happy Jack; I’m A Boy; A Quick One While He’s Away; Summertime Blues; Shakin’ All Over; My Generation; Magic Bus

Disc 2 (Live At Leeds Part 2)
Overture; It’s A Boy; 1921; Amazing Journey; Sparks; Eyesight To The Blind; Christmas; The Acid Queen; Pinball Wizard; Do You Think It’s Alright; Fiddle About; Tommy, Can You Hear Me; There’s A Doctor; Go To The Mirror!; Smash The Mirror; Miracle Cure; Sally Simpson; I’m Free; Tommy’s; Holiday Camp; We’re Not Gonna Take It

Disc 3 (Live At Hull Part 1)
Heaven And Hell; I Can’t Explain; Fortune Teller; Tattoo; Young Man Blues; Substitute; Happy Jack; I’m A Boy; A Quick One While He’s Away; Summertime Blues; Shakin’ All Over; My Generation

Disc 4 (Live At Hull Part 2)
Overture; It’s A Boy; 1921; Amazing Journey; Sparks; Eyesight To The Blind; Christmas; The Acid; Queen; Pinball Wizard; Do You Think It’s Alright?; Fiddle About; Tommy, Can You Hear Me
There’s A Doctor; Go To The Mirror!; Smash The Mirror; Miracle Cure; Sally Simpson; I’m Free; Tommy’s Holiday Camp; We’re Not Gonna Take It

Download Mp3 320kbps:
Download Rapidshare Parte 1
Download Rapidshare Parte 2
Download Rapidshare Parte 3

Versão em FLAC em breve!

Estamos aí com as férias e alguns projetos para o segundo semestre de 2011, trarei notícias importantes muito em breve, fiquem atentos! O post de hoje é um pacote do The Who que foi lançado em novembro de 2010. Por trás desse lançamento existe uma história: A consagrada turnê de 1970 do The Who, muita gente já conhece e já ouviu o famoso "Live at Leeds" que aconteceu em 14 de fevereiro de 1970, lançado em LP na época e em várias edições de luxo até hoje; é considerado um dos melhores shows de rock de todos os tempos, homenageado com uma placa que está até hoje na Universidade de Leeds. Um dia depois outro show dessa mereceria muito crédito, o que aconteceu em Hull. Segundo Daltrey, o concerto em Hull foi muito melhor que o Leeds!
O problema foi que o canal do baixo das quatro primeiro faixas foram perdidos, por isso o Leeds é que foi lançado na época e não o Hull. A tecnologia de hoje permitiu que as hiperativas linhas de baixo de John Entwistle registradas nas fitas do Leeds substituissem as que ficaram faltando no Hull, tapou-se então o buraco. Diga-se de passagem que também é somente a tecnologia de hoje em cima das gravações da época que permite um som tão perfeito das batidas de prato de Keith Moon que se misturam tanto que tornam-se chiado em gravações ruins.
Enfim, esse é sem dúvidas o show do Who com melhor qualidade de áudio até hoje! Pra torar nas melhores caixas de som que você tiver. É fato que lançaram o "Isle of Wight" em blu-ray e eu ainda não conferi, mas tudo bem.


 
Então o que trazemos aqui é só parte do pacote que inclui também dois LPs, um com a primeira parte do concerto da Universidade de Leeds e e outro com mais duas músicas ao vivo. Também tem um álbum de imagens/fotos e um poster do Townshend dando seu famoso acorde.
A discussão que se coloca é: dá pra dizer se um show é realmente melhor que o outro? Dá pra perceber uma empolgação muito grande dos músicos nas gravações do Hull, e a tendência é dizer que é melhor mesmo, mas tem também que ser considerado o fator novidade; já estávamos calejados de tanto ouvir o Leeds, e de repente surge algo parecido, mas diferente. hahahahah... mas parece sim, que a banda está mais entrosada no Hull.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Alphonse Mouzon - By All Means (1981)







Bom, achei que este post havia se perdido devido a um término de luz e descobri a pouco que estava nos rascunhos. A data oficial seria o feriado de Corpus Christi.

Já que é feriado e não tenho nada de bom para fazer no momento: Sonzera fina!
O personagem da vez é Alphonse Mouzon. Percussionista e baterista, da pra falar que o sujeito toca demais. Nesse álbum, que conta com nomes como Herbie Hanconck (Teclado), Lee Ritenour (Guitarra), Freddie Hubbard (Trompete) e a banda Seawind Horns (Banda de metais comporta por Jerry Hey, Kim Hutchcroft e Larry Williams), eles tiram um som que eu chamaria de um jazz fusion com cara de lounge, mas a real é que de lounge não tem nada, já que a todo momento Alphonse recheia as músicas de viradas e batidas sensacionais. A banda é incrivelmente técnica e ao mesmo tempo com uma pegada muito agradável de se ouvir, principalmente por estar sendo conduzida pela guitarra do americano Lee Ritenour que apresenta um groove fino. O resto da banda é formado por grandes nomes do jazz, por isso dispensa comentários.
O Álbum só tem 4 músicas, mas estas são longas e boas para deixar tocando. Minha faixa preferida sem dúvida é "The Jogger", que não da pra dizer que é melhor que as outras, mas ainda sim é a mais pegada das quatro faixas. No geral as pessoas gostam muita da faixa "By All Means" que dá nome ao álbum e faz jus a isso.

As Faixas:
1 - By All Means 13:21
2 - Do I Have To 8:56
3 - The Jogger 7:53
4 - The Next Time We Love 7:00





Cream - Wheels of Fire (1968)

"I'll wait in this place where the sun never shines,
Wait in this place where the shadows run from themselves"


Setlist:
Disco 1: in the studio
01. White Room (5:03)
02. Sitting On Top Of The World (5:01)
03. Passing The Time (4:37)
04. As You Said (4:23)
05. Pressed Rat And Warthog (3:18)
06. Politician (4:16)
07. Those Were The Days (2:57)
08. Born Under A Bad Sign (3:13)
09. Deserted Cities Of The Heart (3:38)

Disco 2: Live at the Fillmore
01. Crossroads (4:18)
02. Spoonful (16:46)
03. Traintime (7:01)
04. Toad (16:15)

FLAC(aprox. 800kbps):
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Mp3(320kbps):
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Em meio a espera para o Clapton no morumba e depois de elogiarmos muito o Blind Faith e o Derek and the Dominos, vamos denovo voltar nossa atenção para o power trio, Cream. Já não precisa de apresentações, mas só para garantir temos: Jack Bruce(baixo, vocal), Ginger Baker(bateria, percussão) e Eric Clapton(guitarra) no auge da juventude e cheios de força. Uma das resultantes do contato do pop britânico com o blues americano, o Cream revoluciona na fritação! Arranjos de baixo com viradas em diminuto e em sei lá mais que escalas, bateria inspirada em técnicas de jazz e a síntese de Clapton daquilo que ele entendeu que jamais poderia fazer igual, o blues tal como era cultivado nos EUA pelos negros, fez então diferente.
"Wheels of Fire" foi o terceiro disco da banda, lançado em 1968 pra delírio da galera, ficou em terceiro lugar no Reino Unido e em primeiro nos EUA. O disco um abre majestosamente com "White Room", macabra e filosófica. Em seguida, uma versão bem elétrica da clássica "Sitting on the Top of the World". A maluca e psicodélica "Passing the Time", acompanha um violino. Em "As you Said" toma a vez um violão de fortes acordes metálicos, também acompanhado de um violino e a poderosa voz de Jack Bruce. "Those Were The Days" é sem dúvida uma das mais psicodélicas e coloridas, mesmo que nostálgica como ela. Para você parar de ler e escutar logo, o maior destaque vai para a versão ao vivo de "Spoonful" no disco 2 com seus 16 e tantos minutos! Jamais haverá nada igual, sequer parecido com o encontro desses três.


Cream Reunion 2005


Jack White mandando "Sitting on the Top of the World" com ajuda de um garoto em "It Might Get Loud"