domingo, 13 de setembro de 2009

Pink Floyd - The Complete Zabriskie Point Sessions

Uma homenagem a
Richard Wright
28/07/1943 – 15/09/2008
(Parte 1)
Rick Wright, como também é conhecido, é sem dúvida parte inseparável da alma do Pink Floyd, co-fundador da banda. Sua presença sempre foi mais reservada, perceptível mesmo apenas na música em si; nas filmagens do Pompeii, enquanto todos batem aquela lara das ostras e falam delas ele está ali comendo um humilde sanduíche não sei do que. Para citar algumas músicas que ele escreveu ou ajudou a escrever podemos falar de "Echoes", "Summer of 68", "Alan's Psychedelic Breakfest", "Atom Heart Mother", "Us and Them", "Shine on You Crazy Diamond" e a lista vai... Problemas em sua vida pessoal e no seu relacionamento com Roger Waters fizeram com que Wright fosse expulso da banda durante a turnê do The Wall e, o que é mais ridículo, o colocaram como músico contratado nos shows, até que no lançamento de "A Momentary Lapse of Reason" ele voltou como membro oficial, o que implicou em sua ausência somente no álbum "The Final Cut".
Sua morte, um ano atrás, em decorrência de um câncer acabou com as esperanças em todo o mundo de se ver mais um show ou turnê do Pink Floyd, agora ele deve tocar no céu com o Barret. Mas o que mais nos abala em sua morte é que, diferente de Waters e Gilmour ele nunca se mostrou como arrogante, adjetivo comum no mundo do progressivo, mas sempre foi sorridente e carismático, pra não fazer injustiça vamos dizer que Mason também tem seu carisma.
Hoje posto dois álbuns, o primeiro é pirata e contém todas as sessions feitas pelo Pink Floyd em 1969 para o filme Zabriskie Point de Michelangelo Antonioni, é considerado um álbum raro; o segundo é o Zabriskie Point Sessions oficial, lançado como um álbum da banda. Na segunda faixa "The Piano Sequence" rola a melódia que posteriormente deu origem a "Us and Them"(essa faixa corresponde a "The violent sequence take one" nas sessions pirata). Além desses dois existe um OST com músicas de vários artistas. O Floyd passou um mês hospedado em um hotel luxuoso em Roma para produzir esse som, com intervenção constante de Antonioni, que no final descartou a maioria das músicas. A trilha do filme também conta com músicas dos Rolling Stones, Jerry Garcia & Grateful Dead, The Youngbloods e Patti Page. Convém dizer que o filme termina em uma cena muito boa e explosiva com "Careful with That Axe, Eugene".
O filme retrata a contra-cultura americana, em um país de valores invertidos e cheio de consumismo, um maluco que participava de uma ocupação estudantil e acabou virando suspeito de ter disparado tiros contra a polícia dentro do campus da universidade, diante disso ele foge em um aviãozinho para uma região de vales chamada Zabriskie Point. Em uma estrada encontra essa hippie maravilhosa(como todas as atrizes do Antonioni), e pega ela no deserto, livre de toda a falsidade e repressão. O filme sofreu grande censura devido as cenas com nudez e sexo na época em que foi lançado nos EUA, e foi um fracasso de bilheteria, em grande contraste com seu antecessor "Blow-up"("Depois Daquele Beijo"), um dos maiores sucessos de Antonioni que conta com uma breve participação de Jimmy Page(junto do Yardbirds). Hoje Zabriskie Point é muito procurado e sua versão em dvd foi lançada recentemente, eu mesmo só tenho um dvd convertido de um vhs que encontrei na biblioteca da puc. A fotografia do filme vale tanto a pena como a música! Você pode ler um bom texto sobre o filme no blog The Freakium.
Todas as faixas tem o piano bem presente, exceto "Blues scene take one" na qual o Gilmour se destaca como só ele. A faixa "Unknown song take one" está com defeitos, o que é uma pena, pois tem passagens de outras músicas do Floyd, mas você pode ouvir outra versão parecida no álbum oficial, que é a faixa "Funky dung". É isso, aproveitem e elaborem o luto. Shine on, Wright!

The Complete Zabriskie Point Sessions (Mp3/320kbps)
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Zabriskie Point Sessions Oficial
DOWNLOAD AQUI! [breve]
Meus agradecimentos ao Lukinhas pelo upload!

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Le London All Star - British Percussion

E ai galera, como vai? Vim deixar uma peça rara, tão rara que o próprio Page afirmou nunca ter existido, uma sessions com uma line-up excepcional e diversificada, um som que você vai dizer que é jazz; ficar espantado com as batidas e solos de bateria; perceber metais fazendo swing além de um belíssimo blues, ou seja um verdadeiro fusion. O produtor dessa jam foi um tal de Graham que escreveu junto com Page as faixas: "Stop the Drums", "Drum Stomp" e "Lord Byron Blues", nessa última rola um solo absurdo do nosso Jimmy, assim como na faixa "Salvation". Em "Stop the Drums" já rola um solo de bateria absurdo, que eu na minha ignorância pensei que fosse o Bonham na primeira vez que ouvi, não vou seguir falando de todas as faixas que eu precisaria ouvir mais vezes para falar, o que implicaria em postergar o post para depois, o que não é admissível dada a ansiedade de compartilhar esse som, pois acreditem esse trabalho(música por música) atinge a excelência! Uma mistura fina como dizem os jazzistas. Segundo consta a jam rolou em 23 de Fevereiro de 1965, ou seja antes do Zeppelin surgir e antes do McLaughlin ganhar o prestígio que ganhou.
Agradecimentos a Everton Taborda, um colecionador de material do Led Zeppelin, dono da comunidade Led Zeppelin Download Bootlegs, onde eu encontrei esse CD, espero que ele não se importe com esse post, pois haverão outros de material procedente dessa comunidade, que eu fortemente recomendo! Abraços

Line up:
Jimmy Page (Lead Guitar)
John McLaughlin (Rhythm Guitar)
Kenny Salmon (Organ)
Arthur Greenslade (Piano)
Andy White (Drums)
Arthur Watts (Bass)
Ray Davis (Trumpet)
Bill Skeets (Saxaphone)



Formato: Direto do LP (1965) para mp3(224kbps)

Faixas:
01.Stop The Drums
02.Mexican Shuffle
03.Coming Home Babe
04.Drum Stomp
05.Watermelon Man
06.More (Theme from Mondo Cane)
07.Beefeater
08.Image
09.Night Train
10.Spanish Armada
11.Lord Byron Blues
12.Salvation

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domingo, 23 de agosto de 2009

Ravi Shankar Live at the Monterey International Pop Festival

Oba! Como não sei se vou ter tempo de postar durante o domingo, vou postar agora antes de dormir, talvez eu dê uma editada com um texto mais interessante mais tarde. Esse álbum do mestre Ravi Shankar se trata de três faixas, a primeira é "Raga Bhimpalasi", a música clássica indiana é gravada assim, cada faixa leva o nome do raga(modo, conjunto de padrões de escalas de notas) no qual a música é executada, no ocidente tocamos em sete modos gregos(apesar de haverem dez), na oriente tocam todos esses dez e mais centenas de outros, dá pra ter uma idéia da complexidade disso? E de como a música no ocidente foi limitada pelas imposições de se adotar apenas 10 modos por parte do império romano.
Depois vemos um solo de tabla, instrumento de percussão que você vê do lado direito do palco no artwork, os mestres de tabla conseguem por qualquer ser em transe, se puderem confiram o Ustad Zakir Hussein tocar tabla! No final, na última faixa é tocado mais um raga e em seguida o sítarista e tablista entram em um duelo, no qual a tabla repete frase por frase da sítara... "Nunca vi dois músicos tão sincronizados!" usando as palavras do Jeffrey, ao descrever esse som para o Matheus... auahuiahihu! Realmente esse som é a essência do psicodelismo, principalmente no caso de Ravi Shankar, não atoa ele ter sido mestre de George Harrison.
Esse festival americano foi nos dias 16, 17 e 18 de Junho de 1967 e contou com artistas de peso como Jimi Hendrix, The Who, Country Joe and The Fish, Jefferson Airplane, The Animals, Gratefull Dead, Janis Joplin e muitos outros. Vale lembrar que o Ravi Shankar também tocou no Woodstock, mas eu prefiro a apresentação dele no Monterey. Espero que esse som agrade a todos e faça com que sintam-se bem, assim acontece comigo. Lembre-se de permitir que a ansidade seja transmutada ao dar play, se é que você me entende. Não tenha medo de onde a música pode te levar. É verdade que ela ajuda a "desenvolver" o espírito, bom, escutem tirem suas próprias conclusões.

Setlist:
Raga Bhimpalasi (27:18)
Tabla Solo in Ektal (6:20)
Dhun(Dadra and Fast Teental) (19:41)

DOWNLOAD AQUI!

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Pink Floyd - Bytes of the Talisman


Ieeeeeii!! Volta as aulass! Tensoo, o tempo fica mais curtoo..aehuieahia posto mais quando não tenho tempo do que quando tenho tempo. Bom ai vai um bootleg nervoso do Pink FLoyd, Bytes of the Talisman, não consegui muitas informações sobre esse bootleg, pra falar a verdade praticamente nenhuma, sei que é um bootleg muito raro, que foi lançado depois de 1971. Quando conseguir mais informações eu atualizo o post. Só sei que baixei, escutei e fiquei impressionado com a capacidade transcedental do show.
Um bootleg absurdo com qualidade absurda! Parece que foi gravado em estudio de tão boa a qualidade do som. O show começa com Embryo, música a qual tem no início um daqueles solos surreais do Gilmour de dão arrepios, um solo absurdo! Embryo foi um show realizado pelo Floyd em 1970-71, mas a música nunca foi lançada em nenhum álbum de estúdio da banda. Partes dela lembram bastante Echoes! Outra música que marca bastante nesse bootleg é Careful With That Axe Eugene, Waters com sua genialidade e experimentalismo faz com que essa música seja o que ela é! A bateria, guitarra, baixo, e principalmente os gritos de Waters entram em um tipo de "harmonia psicodélica" dando para a música o surto necessário.
Para finalizar o bootleg temos nada mais do que Echoes. Para essa musica faltam comentarios e analises, haha. Mésica perfeita, tudo se encaixando no seu devido lugar, todas as notas, vozes, tudo, uma harmonia sonora ÚNICA. Um som que te leva a novos horizontes!! Não sei o que falar dos solos de guitarra de Gilmour! Solos alucinantes, sem falar to teclado de Wright. Bom, um bootleg realmente absurdo!

Setlist:

01.Embryo
02. Green is the COlour
03. Careful With That Axe Eugene
04. If
05. One of these Days
06. Echoes

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Jimi Hendrix - Bleeding Heart Live

Wowww! Isso é que eu chamo de um bootleg absurdo! Hendrix com Little Richard e Hendrix com a participação de ninguem menos que Jim Morrison. Não consegui encontrar muitas informações sobre esse bootleg, ele documenta as "Jam Sessions" de Hendrix e Morrison gravadas em Nova York em março de 1968. Provavelmente o bootleg está dividido em duas partes, da música Red House até Sunshine Of Your Love estão Hendrix e Morrison, depois são as faixas de Hendrix e Little Richard, 6 até 12 que provavelmente foram gavadas em torno de 1964 - 65. As faixas são um blues de primeiríssima qualidade que chega até a arrepiar, com Hendrix destruindo na guitarra, solos surreais, um instrumental muito bom e com Jim Morrison, que estava totalmente bêbado, arregaçando no vocal. Eu li também que é o Morrison que arregaça nos solos de gaita, mais sobre isso não posso confirmar nada pois eu realmente não sei. O bootleg contém 12 e não as 15 faixas como diz a "capa", isso se da pelo fato de na faixa "Morrison's lament" estarem contidas também as faixas "Tomorrow Never Knows", "Uranus Rock" e "Outside Woman Blues". Um Bootleg bem raro!

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Áudio: 320kbps

Setlist:
01.Red House - 10:20
02.Woke Up This Morning and You Find Yourself Dead - 8:26
03.Bleeding Heart - 12:27
04.Morrison's Lament -18:37
05.Sunshine Of Your Love - 3:05
06.Goodbye Bessie Mae - 2:29
07.Soul Food - 3:33
08.Whole Lotta Shakin Going - 2:28
09.Lawdy Miss Clawdy - 2:22
10.Hound Dog - 2:21
11.Go Go Shoes - 2:54
12.Wipe The Sweat - 2:48

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

The Raconteurs - Live at Glastonbury Festival 2008


Opa, cá estou para trazer mais um bootleg, dessa vez me atrevo a postar algo bem recente, uma banda com todos os músicos vivos, The Raconteurs, vamos dizer que Jack White é meio morto-vivo, mas ninguém dúvida que ele toca como os mortos que passaram por aqui três/quatro décadas atrás. E ainda aproveita da tecnologia disponível hoje nas distorções. A estrela da banda The White Stripes se juntou com músicos que também já tinham carreira, e por isso foram chamados de "supergroup"(bandas formadas por músicos tops de outras bandas), assim como o Cream um dia foi, mas eles mesmos negaram ser o tipo de formação, principalmente por que a maioria dos "supergroups" não dura muito tempo e eles pretendem durar.
Esse festival que leva o nome da cidade que o sediou, Glastonbury na Inglaterra, rolou em junho de 2008 e contou com muitas bandas, o que interessa pra gente aqui é a turma do Jack White, Neil Young, Kings of Leon, Buddy Guy e acho que só, pelo que eu vi na lineup no site(http://www.bbc.co.uk/glastonbury/) me perdoem se eu não vi alguma outra banda boa, mas tem muitos ali que eu desconheço até então.
Um festival que não tem o espírito de um Woodstock ou de um Monterey Pop, mas dá pra ver que muita gente esteve lá, tudo muito bonito, colorido, elegante e plástico, é bem verdade que os produtores começaram a investir forte nesses festivais de uns tempos pra cá, até no Brasil, lembro que alguma mídia soltou a frase "A era dos festivais!", só podem estar de brincadeira né? Essa era já foi, mas beleza, é o que dizem os sociólogos, o mundo hippie foi incorporado na cultura capitalista, e virou produto. O que me interessa é, quando que a gente vai derruba os muros dos festivais denovo? Quem sabe nunca, ou quando as bandas forem boas o suficiente pra valer o crime, quando o público parar de aceitar cultura produzida e descartável e os artistas estiverem mais comprometidos com a música... vai sabê!
(Palco Pirâmide em Glastonbury, 2008)

Agora deixando de lado meu saudosismo, vamos falar de música, esse show é muito bom, nenhum dos músicos deixa a desejar nessa banda, Patrick Keller(da banda The Greenhornes) na bateria, acompanha tudo com agressividade e viradas impressionantes, Jack Lawrence(das bandas The Greenhornes, Blanche e The Dead Weather) toca excelentes linhas de baixo com improviso e variações nas versões ao vivo, Brendan Benson(teve carreira solo) faz uma voz em contraste com a voz macabra do White, mantém as bases marcantes na guitarra e solos em diálogo com Jack White(The White Stripes e The Dead Wheather) que fecha com chave de ouro como guitarrista principal. Pelo que eu vi White e Benson já são amigos de longa data, escreveram juntos o hit "Steady as She Goes" e resolveram formar uma banda. No show também tem a presença de alguém fritando no teclado, que eu não sei quem é, nos CDs de estúdio eles mesmos fazem essa parte.
Do setlist vamos falar que todas as faixas carregam um ar psicodélico misturado com um certo tom agressivo e ainda com o toque de sempre do Jack White, que faz das letras histórias de uma pessoa um tanto deslocada no mundo, "in the right place at the wrong time? That's how I feel everyday" como ele disse no show do "White Stripes Under Blackpool Lights" depois de citar que os Beatles haviam tocado lá.
"Consoler of The Lonely" abre o show, na sequência, "Hold Up", duas músicas um tanto pesadas, depois "Level"(do primeiro álbum), umas das mais psicodélicas e das minhas favoritas, em seguida "Richie Kid Blues" umas das mais bem trabalhadas, depois "Steady as She Goes" de uma maneira muito superior a versão de estúdio e com um medley que leva até "Many Shades of Blacks", uma mais calma, mas não tão calma. E depois "Broken Boy Soldier" outra muito psicodélica e também entre as minhas favoritas, sinceramente eles chegam no ápice do show nessa música, por um momento essa faixa me lembrou da interação entre dos instrumentos em "Won't Get Fooled Again" do The Who! "Salute Your Solution" o primeiro single, vem com linhas de baixo marcantes e um solo no piano, e apesar desses instrumentos, lembra bastante as músicas do White Stripes.
O que eu tenho em mp3 é isso, mas rolaram outras músicas que eu não consegui encontrar ainda, mas dá pra ver no tube, o show era um arquivo só, eu mesmo recortei em faixas e estou postando aqui em primeira mão, repare que eu não teria esse trabalho por qualquer showzinho. Agradecimentos ao Diegão que forneceu software para que isso fosse possível, esse post é dedicado a ele, a minha grande amiga Livea que curte a banda e ao Piruzão que faz aniversário amanhã! Parabéns Piru!

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Setlist:
1. Consoler Of The Lonely
2. Hold Up
3. Level
4. Rich Kids Blues
5. Steady, as She Goes/Many Shades of Black
6. Broken Boy Soldier
7. Salute Your Solution

(Brendan Benson e Jack White)

domingo, 2 de agosto de 2009

The Doors: Jim Morrison & Albert King - Feel The Blues

Antes de mais nada, a boa nova: fomos atendidos, a banda Pata de Elefante será uma das atrações principais do Festival Interunesp de MPB em Ilha Solteira que acontecerá nos dias 4, 5 e 6 de Setembro, eles vão dividir o palco do dia 6 com Os Demônios da Garoa, o festival também terá shows da banda Tribo de Jah, Encantoria e Otávio Pudim e Molina. Você pode conferir tudo no site da FEIS, clicando aqui! Também vale lembrar que nesse link você tem oportunidade de inscrever sua banda para participar do festival, nos palcos que rolam de dia na prainha, tem tudo a respeito lá também, formulário, regulamento, etc. Bem que poderia ter um show do Macaco Bong na prainha ein! Nosso post sobre o pata você acessa clicando aqui!
Agora vamos para o post de hoje, a presença de Jim Morrison encontra a presença de Albert King no palco, o improviso de um vocalista com o improviso das cordas de um blues man de peso dando um requinte sem precedentes a "já excelentes" músicas do The Doors. Um show que aconteceu em 6 de Junho de 1970 no Pacific Coliseum em Vancouver, cujo bootleg leva apenas o nome de duas lendas, mas conta com a presença da banda inteira, o que me fez tomar a liberdade de preencher como The Doors & Albert King no campo de artista dos arquivos.
Todas as faixas estão surpreendentes, vamos dizer apenas que Roadhouse Blues é mais fraca, mas não deixa de ser obrigatória como todas, o legal desse show é que a interação dos músicos é empenhada do começo ao fim, sempre que tem espaço tem alguma coisa sendo trabalhada, magníficos solos tanto nas guitarras como no piano e na bateria junto da bela poesia do Morrison, meu chará ahuiahuiahui. "The End", "When The Music's Over" e "Who Do You Love" são as tops sem dúvida!

Setlist:
01. Roadhouse Blues
02. Back Door Man
03. Five to One
04. When The Music's Over
05. Who Do You Love
06. Light My Fire
07. Fever
08. The End

Download AQUI!

Albert King, um dos Três Reis, junto com B. B. King e Freddie King.

Jim Morrison com cara de quem já ta no grau e Albert King com sua Flying V.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

The Who - The Complete Amsterdam '69

"Sickness will surely take the mind where minds can't usually go. Come on the amazing journey and learn all you should know."
Alô alôba, como estão de férias? Espero que tudo na mais sagrada paz e conforto! O post de hoje é dedicado ao álbum "Tommy" do The Who que completou em maio desse ano, 40 anos de existência! Estamos uns meses atrasados, mas não da nada, o "Tommy" foi lançado precisamente em 23 de maio de 1969 e é considerado um marco na história do rock que carrega a prepotência de sua intitulação como "opera rock", e diga-se de passagem pai do rock progressivo, que começava a surgir na época com o Pink Floyd, Yes, Jethro Tull, Gentle Giant, etc. Antes ainda, a música "A Quick One While He's Away" do Who, foi tida como a primeira opera(mini-opera) e fundante do rock progressivo. Tommy é também um filme, com um elenco de peso(Eric Clapton, Tina Turner, Elton John, Jack Nicholson, etc) que conta a história de Tommy Walker, o garoto surdo, mudo e cego, personagem fictício que não deixa de ter inspiração da vida de Pete Townshend, ele próprio seria o ator que faria o Tommy, mas acabou deixando o papel de protagonista para o vocalista do Who, Roger Daltrey, que surpreendeu a todos com uma nova voz, Daltrey afirma que depois de Tommy pôde encontrar uma voz para a banda, quem é que não fica admirado ao vê-lo cantando "See Me Feel Me"? Você pode conferir mais sobre o filme na página da RollingStone: http://www.rollingstone.com.br/secoes/novas/noticias/5318
Esse show de Amsterdam foi no mesmo ano em que o Tommy foi lançado e também a primeira performance completa do álbum. Começa com "Heaven and Hell", uma das músicas mais pesadas da banda, escrita pelo baixista John Entwistle, tem notáveis linhas de baixo e um solo de guitarra estrondoso, a la Jimi Hendrix. Fortune Teller é outra música da qual eu gosto muito, escrita por Allen Toussaint e gravada por um monte de artistas e bandas, incluindo os Stones. Young Man Blues é uma excepcional, escrita por Mose Allison, um jazzista de piano; a versão do Who foi considerada muito superior a do Mose, na verdade uma não tem nada ver com a outra, tirando o fato da melodia ser a mesma. Em seguida, "A Quick One While He's Away" é a primeira opera da banda, separada em seis partes, realmente é muito boa, os riffs no final são muito bons e a letra é hilariante, "So let's have a smile for an old engine driver!" ahiuahuihaiuhu. Na primeira parte do show também estão presentes as mais pops, como "I Can't Explain", "Substitute" e "I'm a Boy" que eu gosto muito, bem engraçada também. Na faixa 11, a história do pequeno Tommy começa, com Overture, uma introdução instrumental, um presságio da opera. Vale destaque para "1921", "Eyesight To The Blind"(escrita por Sonny Boy Williamson), "Christmas", "The Acid Queen", "Pinball Wizard", "Go To The Mirror", "Sally Simpson", "I'm Free", "We're Not Gonna Take It" e "See Me Feel Me". "Sally Simpson" eu particularmente gosto muito, escuto aos risos, é a história de Sally, a menina que se sentia realmente tocada pelo Tommy mas não foi sequer percebida por ele, que estava ofuscado pela idéia de mudar o mundo, e então teve que se casar com um "rock musician she met in california" hauihauhiau... uma das poucas músicas do Who que fala de uma perspectiva feminina.
Agora, brincadeiras a parte, a que eu deixei para comentar no final, "Sparks", ao que tudo indica é a melhor música do Who, instrumental violenta, corre depois de "Amazing Journey", e é quando todos os músicos se sincronizam para fazer barulho, Keith Moon então mostra por que é o melhor baterista do mundo em "Sparks". E o que é que tem esse tal de "See Me Feel Me"? Townshend dizia que no decorrer dos shows da turnê do Tommy rolava uma conexão espiritual entre os músicos e o público, principalmente quando começava essa música, que entra num momento de revolta dos seguidores do Tommy, o que o faz perceber como a realidade do mundo e das pessoas é diferente e mais simples do que ele imaginava, que cada ser tem que encontrar sua identidade, a partir daquilo em que acreditar ser dele, tirado de onde quer que seja, mas vivenciado daquele modo apenas por ele e mais ninguém. E não obstante, esse ser deverá ter a consciência de que seu "self", aquele oceano particular no qual mergulhamos com maior ou menor facilidade, também tem suas armadilhas e portanto deverá ser capaz de fazer para fora os mesmos movimentos que faz para dentro, encontrando o si-mesmo e o além de si-mesmo. É mais ou menos isso que essa música representa para mim; a gente sobe a montanha seguindo alguém que nos deu condições de seguir por um caminho que nos foi apresentado como autêntico, mesmo sendo mostrado por outro. Por nossa vez teremos a chance de mostrar a vida para alguém, dando a esse alguém a própria vida como tarefa. Como se não bastasse no final do Tommy, eles tocam excelentes performances de "Summertime Blues" e "Shakin all Over", quando rola um medley com "Smokestack Lightning"... Aí o John simplesmente dichava o baixo. E depois rola uma versão trava de "My Generation", quando se repetem algumas partes do Tommy inclusive a gloriosa "Sparks" com um solo prévio do Keith Moon de tirar o fôlego! É, desculpem mas esse show é bom de cabo a rabo!

Download Disco 1 MediaFire (Mp3-320kbps - 136mb)
Download Disco 1 Rapidshare (Mp3-320kbps - 136mb)

Download Disco 2 MediaFire (Mp3-320kbps - 150mb)
Download Disco 2 Rapidshare (Mp3-320kbps - 150mb)

PS: A conversão para Mp3 foi feita pessoalmente por mim em 320kbps, se alguém quiser fazer o download do show em FLAC* com, qualidade bem melhor e mais de 900kbps em todas as músicas, entre em http://www.tapecity.org/ procure pelo show The Who - 1969-09-29 - Unbelievable Fantastic - Audio Soundboard - FLAC, antes precisa fazer cadastro e os shows em FLAC tem uns 600mb, mas vale a pena, por que a qualidade é muito melhor e esse site é muito bom também, tem muito show de bandas boas que eu ainda vou baixar. Também é meio complicado de mexer no site, depois que você estiver logado, entre na página http://www.tapecity.org/search.php?searchid=1423716, clique no "clipezinho" do lado do título do post(Attachments) que vai aparecer o link do torrent, que é este abaixo, pra facilitar:
*FLAC: Free Lossless Audio Codec
Da esq. p/ dir.: Pete Townshend, Roger Daltrey, Keith Moon e John Entwistle.

Setlist:
Disco 1
01 - House Announcement
02 - Heaven And Hell
03 - I Can't Explain
04 - Fortune Teller
05 - Tattoo
06 - Young Man Blues
07 - A Quick One, While He's Away
08 - Subsutitute
09 - Happy Jack
10 - I'm A Boy
11 - Overture
12 - It's A Boy
13 - 1921
14 - Amazing Journey
15 - Sparks
Disco 2
01 - Eyesight To The Blind (The Hawker)
02 - Christmas
03 - The Acid Queen
04 - Pinball Wizard
05 - Do You Think It's Alright
06 - Fiddle About
07 - Tommy Can You Hear Me
08 - There's A Doctor
09 - Go To The Mirror
10 - Smash The Mirror
11 - Miracle Cure
12 - Sally Simpson
13 - I'm Free
14 - Tommy's Holiday Camp
15 - We're Not Gonna Take It
16 - Listening To You See Me, Feel Me
17 - Summertime Blues
18 - Shakin' All Over
19 - My Generation