terça-feira, 27 de outubro de 2009

Faces - First Steps 1970





IAEEWW! Veshhh!! Ai vai um som surreal que eu não sei como mais eu desconhecia e me envergonho disso e pelo o que eu pude perceber essa banda é pouco conhecida pela galera! Faces ou The Faces é uma banda de blues rock inglesa formada em 1969 por, Ronnie Lande ( Guitarra ), Ian McLagan ( teclado ) e Kenny Jones ( bateria ) que faziam parde do Small Faces - que acabou com a saida de Steve Marriott - Ronnie Wood ( guitarra, gaita ) e Rod Stewart ( vocal ) ambos ex Jeff Beck Group.
Kenny Jones viria depois a substituir - se é que isso é possível - Keith Moon do The Who. Esse é o primeiro album da banda lançado em 1970 e ja da pra sentir o "peso" e a qualidade do som. Um rock'n roll fino, solos de guitarra e teclado impecáveis. O vocal não da nem pra comentar, nunca imaginei Rod Stewart cantando assim, simplismente destruindoo, um vocal daqueles que da gosto de ouvir!
Um som de primeirissima qualidade pouco reconhecido, uma mistura de estilos e ritimos com uma harmonia e melodias impecáveis. Destaque para Shake, Shudder, Shiver!!



Setlist:

1.The Wicked Messenger
2.Devotion
3.Shake, Shudder, Shiver
4.Stone
5.Around the Plynth
6.Flying
7.Pineapple and the Monkey
8.Nobody Knows
9.Looking Out the Window
10.Three Button Hand Me Down


Qualidade Musical: 10
Grau de Loucura: 9

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Radio Moscow

IIIIIIIIIIIIIIIIOWW! Aqui é o Rodrigo (Preto) outro colaborador do Elefante Psicodélico. Como já sacaram neste blog vamos postar os melhores álbuns da história, bootlegs (que nem no primeiro post), “é, apenas o creme da música”, noticias e tudo mais ligado a música e cultura. Vamos iniciar com esse post um método pra avaliar os discos postados, quanto a sua qualidade musical (composição e o quão bem soa pros ouvidos), qualidade de áudio (mais para os bootlegs) e o grau de loucura que seria a piração musical da banda, psicodelismo e o quanto ela consegue deixar você maluco(a) e surtando! Ae as notas vão de 0 a 10! ☮


É isso ae então! Agora vamos à resenha..


Vou apresentar a vocês uma banda que faz um som que eu já estava procurando a muuito tempo, um som que revive a grande era do Rock N' Roll anos 60, e o mais foda de tudo é que ela é atual. Essa banda destruidora chama Radio Moscow e vem arregaçando desde 2003 quando foi formada pelo mestre Parker Griggs: guitarrista, baterista, vocalista e ainda escreve as músicas. No começo era apenas um projeto solo de Parker Griggs, que ia se chamar “Garbage Composal”, mas esse nome durou pouco tempo. Ficaram com esse nome até Griggs pirar numa música chamada “Go Go Radio Moscow” da banda “Nikita The K”, depois disso ele chamou uns brothers pra uma Jam e desde então a arte não parou. Eles são la de Iowa, USA e começaram a gravar os seus sons apenas quando o baixista Luke McDuff se junto à banda em 2006 (que já saiu logo em 2007 para a entrada de Zach Anderson, que continua até hoje), e lançaram seu primeiro disco homônimo com o próprio Griggs gravando as baterias e para os shows ao vivo passaram três nomes (Keith Rich, Todd Stevens e Paul Marrone) para acharem o até então definitivo Cory Berry. Neste primeiro disco eles receberam a ajuda de ninguém menos do que Dan Aurebach, o talentoso guitarrista do “Black Keys” (outra banda de blues rock destruidora que ainda ganhara o seu post aqui no blog), que além de ser o produtor do álbum e engenheiro de som também deixou sua marca nas músicas “Introduction” e “Timebomb” fazendo uma Slide Guitar derreter.


Com este disco de estréia já da para perceber o potencial da banda em misturar um blues rock moderno com guitarras psicodélicas a la Hendrix. O disco começa com uma “Introduction” já pra ter uma idéia do que esta por vir, abusando do Wah-Wah num ritmo bem eufórico de guitarra e batera acelerando até quase explodirem e param tudo para a entrada do riff de baixo de “Frustrating Sound”. Uma boa música pra mostrar suas influências, com estilo de cantar voltado pro blues, mas sempre com seu toque moderno e único, uma letra de não mais que duas estrofes pois a partir dos 1:30 os dois arregaçam no instrumental pra mostrar que não são uma banda qualquer! Parker Griggs já começa ai a demonstrar suas habilidades de “derreter” a guitarra! E então entra “Lucky Dutch” com um riff de guitarra pra te mostrar o que é um blues rock psicodélico
, uma música de grande destaque no disco, mostrando a facilidade deles em entrar e sair do solo quando quiserem alternando os instrumentos, muito foda! Em seguida “Lickskillet”! Uma instrumental nervosíssima, com certeza a melhor do disco e de muitos tempos da história do blues rock! Começa com um violão blueszera e chocalho bem suave até entrar a guitarra que merece seu lugar na calçada da fama, com uma pegada que lembra bastante Keith Richards ela vai tomando conta da música e ficando cada vez mais psicodélica chegando no pico aos 4:00 e assim vai até sofrer overdose. Próxima, “Mistreating Queen” mais um hit do disco, muito boa pra ser boa ser tocada ao vivo, bastante empolgante e com um solo final de tirar o fôlego, aberta aos improvisos. Então “Whatever Happened” música boa feita intera com uma base de blues mas acaba não se destacando tanto, mas nunca pecando nos solos. Na “Timebomb” o que merece créditos é a sua letra, onde se vê um Parker Griggs revoltado com alguma minazinha bem pentelha, descontando sua fúria no refrão: “Just let me be! No, you don’t control me!”. Em “Deep Blue Sea” Parker Griggs demonstra toda sua habilidade de criar um bom e velho blues, bastante raiz com letras boas e uma musica que ao vivo tem bastante flexibilidade para o improviso, grande destaque! Então o disco se fecha com duas faixas instrumentais, primeiro “Ordovician Fauna” onde é investido todo o experimentalismo do disco, mantendo-se numa aura indiana psicodélica, e para finalizar a energética e empolgante “Fuse” com ótimo riff e um solo no meio para lembrar a aura indiana deixada por “Ordovician Fauna”, bom som para terminar uma obra do blues rock psicodélico, representa! E claro não podia deixar de comentar a ótima e psicodélica capa do disco (criada por Anthony Yankovic), que você vai girando e enxergando coisas diferentes, que arte!

Todas as músicas escritas por Parker Griggs; "Introduction" e "Timebomb" co-escritas por Dan Auerbach.
  1. "Introduction" – 1:19
  2. "Frustrating Sound" – 3:54
  3. "Luckydutch" – 4:40
  4. "Lickskillet" – 4:55
  5. "Mistreating Queen" – 4:32
  6. "Whatever Happened" – 3:20
  7. "Timebomb" – 3:17
  8. "Deep Blue Sea" – 5:39
  9. "Ordovician Fauna" – 2:01
  10. "Fuse" – 3:13
Músicos:
Parker Griggs – vocal, guitarra, bateria, percussão
Luke McDuff – baixo
Colaboradores:
Dan Auerbach – slide guitar, produção, engineering
Chris Keffer – masterização
Anthony Yankovic – arte gráfica
Notas:

Qualidade Musical: 8,5
Grau de Loucura: 9,0


Brain Cycles! Provavelmente o melhor disco de 2009 (em minha opinião) e com certeza o meu melhor achado do ano até agora foi o Radio Moscow. La estava eu navegando pelos blogs musicais (agora não me lembro qual) procurando por um som novo e fodastico quando me deparo com a capa de Brain Cycles. De cara já me chamou bastante a atenção. Minhas expectativas aumentaram muito pela capa ter uma “mente aberta”, um terceiro olho, a fonte psicodélica e ainda o disco chamando Brain Cycles, não pensei 2 vezes e fui logo baixando enquanto lia uma curta resenha que falava muito bem mas não o suficiente pra um disco disco de tal qualidade musical. Mas lógico o único jeito de descobrir é ouvindo. Dei a sorte de estar perto das 4:20! Então já fui preparando o ritual, enquanto o download terminava, e nas exatas 4:20 comecei a ouvir o disco que mudou totalmente meu conceito sobre o rock atual! A cada nota musical eu pirava mais, a cada riff eu me impressionava mais, enfim todas as músicas eram petardos mentais! E é por isso que vou precisar fazer um breve comentário sobre cada música.
O disco inicia com “I Just Don’t Know”, e que jeito de começar um disco de blues rock psicodélico! Demora uns 20 segundos no começo para o guitarrista do ano iniciar a música de um jeito sublime, mostrando que a alma dos grandes guitarristas que já marcaram sua presença na história ainda esta bem viva por ai e nos dedos e pés (Wah-Wah) de Parker Griggs. Destruidor! E o som vai te levando, sempre com alguns toques modernos nos efeitos. Seus solos são tão naturais que até da à impressão que ele esta improvisando ao vivo. Outro destaque dessa música é a bateria no final, cheia de viradas styles para provar que Griggs também manja do instrumento. Em seguida entra “Broke Down” com um riff-base brutal que fica martelando na sua cabeça após ouvir. Aconselho a ouvir essa música com fone de ouvido (alias o disco inteiro) porque o vocal e sons ficam alternando de lado toda hora, que da um efeito bem style. O solo final dela também dispensa comentários! “The Escape” se destaca pela sua letra doida e altas quebradas de ritmo. Uma música com 3 solos (e isso acontece em diversas), algo bem incomum hoje em dia não? Seu solo final te levara ao pico. Que é exatamente onde você deve estar para ouvir “No Good Woman”, que acaba de dar as caras com seu riff de baixo fodástico! Com uma letra e ritmo raivoso, logo aos 2:20 ele já entra com um solo brutal! E vai seguindo com Griggs dizendo o quanto esta cansado de esperar por ela até a entrada de um incansável e veloz solo de bateria, que é bem style, mas na minha opinião faltou algo mais, talvez mais “feeling”. Só que isso não importa, pois o pico da musica ainda esta por vir! A volta triunfal da guitarra com uma pegada pra La de monstruosa! Só ouvindo pra descrever. E então prepare o seu cérebro, pois a próxima música vai alterá-lo e derretê-lo! Entra a faixa-título “Brain Cycles”, para mim a melhor instrumental até agora do Radio Moscow, ganhando até da absurda “Lickskillet” (do primeiro disco). O riff mais empolgante do ano! Com direito a teclados a la 60’s e um solo de guitarra estuprador de criancinhas inocentes pra finalizar. Ai vem “250 Miles” que é o melhor blues rock do século 21 que eu ouvi até hoje, e acho difícil aparecer algo superior. Ela entra com um blues bem suave, daqueles que “pede” pra você acender um cigarro, com a guitarra presente nas viradas e uma letra estilo oldschool do blues que deve se encaixar para muitas pessoas. Então aos 2:12 começa o solo que merece um troféu! Puta que o pariu que solo do caralho! Mais uma vez o Radio Moscow prova o poder que tem musicalmente. E se já não bastasse, é agora que entra a melhor música do disco: “Hold On Me”. Considerei ela como a Voodoo Child da nossa geração, e acho que não exagerei nem um pouco! Além de o riff (e que puta riff!) ter uma boa semelhança com o de Voodoo Child a pegada do Hendrix é presente na música toda. Uma música impecável. Vê-la ao vivo deve ser surrealmente enérgico! E depois desse soco na mente eles dão uma quebrada no ritmo frenético com a western faixa instrumental “Black Boot”, onde rola um violãozinho ácido, que é uma ótima trilha para dirigir numa estrada ensolarada fumando um “paieiro” ou simplesmente mascando um capim dourado. O riff que entra a seguir de “City Lights” começa mais o menos no ar psicodélico da “Black Boot”, um puta riff foda! E ele vai indo até a quebrada de ritmo para a entrada do vocal, que é o grande destaque deste som (sem comentar o solo que é sempre um espetáculo a parte), Griggs vai rasgando sua voz no maior estilo grunge, lembrando até performances de Cobain. Por esse motivo que muitas vezes deixam ela para terminar o show e poder estourar a voz e tudo mais. E para finalizar esta Cabulosa obra do blues rock ácido nada melhor que uma música onde da para sentir claramente todos os ingredientes da grande “feijoada de Rock N’ Roll” que é o Radio Moscow! E esta música é “No Jane”. Começando com uma batera Mitch Mitchell passando pra uma guitarra Clapton que logo vira Tony Iommi e depois se mantém no bom e velho Hendrix, nunca esquecendo aquele toque de Peter Green lógico. Que o próprio Griggs diz que é sua maior influência. E quando ela chega la pros 2:30 já está bem no ponto, com os improvisos rolando solto e loucamente, o baixo mantendo uma aura Black Sabbath bem insana; ao vivo esta parte deve ser bicho! Então ela vai se derretendo, abusando do experimentalismo e efeitos de estúdio, sons ao contrario e tudo mais. Simplesmente intenso!
Do caralho achar uma banda desse nível nesses tempos onde quem tem o maior espaço é apenas o lixo musical que ganha prêmios da MTV (a maior culpada de todas pela medíocre cultura musical da grande massa mundial), usa franja ou tem mais brilhantes que a minha avó, entre outros que não quero nem lembrar. Por isso que pelo meio de blogs, todos que tem o fino gosto pela música, vamos tentar expandir ao máximo as mentes musicais. Então podem esperar muito mais. Voltem sempre pra dar uma olhada aqui no “Elefante Psicodélico” porque o nosso acervo e tão grande e seleto que da para postar por altos anos ainda! Seule La Crème De La Musique!!!

Ps: se você teve a paciência de ler até aqui valeu pela visita e baixe logo Radio Moscow, aconselho começar pelo Brain Cycles. Até


Todas as músicas escritas por Parker Griggs; "No Jane" co-escrita por Zach Anderson.
  1. "I Just Don't Know" – 5:00
  2. "Broke Down" – 4:15
  3. "The Escape" – 4:00
  4. "No Good Women" – 8:13
  5. "Brain Cycles" – 3:23
  6. "250 Miles" – 4:52
  7. "Hold on Me" – 3:20
  8. "Black Boot" – 2:04
  9. "City Lights" – 3:58
  10. "No Jane" – 5:20


Músicos:


Parker Griggs – vocal, guitarra, bateria, percussão, produção
Zach Anderson – baixo
Colaboradores:



Anthony Yankovic – arte gráfica
Notas:
Qualidade Musical: 9,75
Grau de Loucura: 9,5

Download Brain Cycles MediaFire


Ps²: Para quem curtiu e quer mais, aqui vai um brinde: Download Hearya Live Session (11/24/07) MediaFire
Uma session que eles gravaram em Chicago, para sentir de leve qual é a pegada da banda ao vivo. Destaque para “Deep Blue Sea” extendida.


Qualidade Sonora: 10


quarta-feira, 14 de outubro de 2009

BECK, BOGERT & APPICE - LIVE






Parem tudo, Mr. Jeff Beck está inspirado!

E ae, segundo post no blog..... esse disco foi um pedido do Mineiro, então um abraço ai.....
Jeff Beck é um guitarrista cabuloso que é muito menosprezado, pouca gente escuta o que esse cara fez. Jeff Beck conheceu Jimmy Page quando ele (Page) tinha 13 anos. Page tocava violão e ficou “meio que conhecido” (como ele mesmo diz...) e a Irma do beck conhecia alguém que conhecia o Page e assim eles se conheceram. Os dois tocaram juntos no yardbirds e no álbum solo do beck chamado truth (esse álbum é absurdo). A bando do beck que gravou o primeiro álbum foi se desfazendo e o jeff beck group nunca teve integrantes mto fixos alem do beck (tem ate um duplo sentido hahahahahahhaha). Graças a isso Jeff beck encontrou uns caras, que ele já conhecia fazendo uns sessions, chamados Tim bogert e Carmine appice (baixista e baterista, respectivamente) que eram de uma banda chamada Vanilla Fudge (não conheço).
Eles formaram o novo Jeff Beck Group com o beck, bogert, appice, Max Middleton (teclado) e Kim Milford nos vocais, mas o barato nem deu certo, depois trocaram um maluco, mas o negocio nao deu certo tambem e ai fizeram esse trio.
Acredito que depois desse disco ficará claro que essa era a melhor idéia mesmo, porque todos tocam muito e esse show é mto pegado. Jeff beck como sempre proporciona uma experiência nova em relação a ouvir alguém tocando guitarra, na faixa Black cat moan rola um medley com blues deluxe e You shook me (que o Jeff beck gravou antes do led e os caras copiaram!!!! Não desmerecendo a versão do led......). Acredito que esse show é bem loco porque tocam muitas faixas do disco truth com uma pegada absurda e algumas musicas novas do próprio BBA que são MUITO boas, com riffs e solos absurdos, um baterista que tem uma pegada absurda, principalmente na faixa Lady, onde todos estão destruindo por sinal e para finalizar a formula secreta da banda ainda existe este ultimo integrante no baixo chamado Tim Bogert que consegue acompanhar Jeff beck numa noite inspirada!
Som pra ouvi no talo.........
"Superstition" – 5:17
"Lose Myself Without You" – 10:49
"Jeff's Boogie" – 3:33
"Going Down" – 3:33
"Boogie" – 4:57
"Morning Dew" – 14:11
"Sweet Sweet Surrender" – 4:43
"Livin' Alone" – 6:11
"I'm So Proud" – 5:42
"Lady" – 6:16
"Black Cat Moan" – 9:13
"Why Should I Care" – 7:20
"Plynth/Shotgun Medley" – 5:57

DOWNLOAD AQUI!

sábado, 10 de outubro de 2009

The Strokes - Live at Eurock 2006 & Live at Melbourne 2001

Ae galera, um post duplo de uma banda que por muito tempo foi minha banda favorita e de toda uma turma com que convivi por anos e anos e ainda convivo mesmo estando longe.
The Strokes tem letras marcantes típicas de um bêbado, uma pegada calma e agradável com solos simples e músicas muito bem arranjadas que escracham com tudo, principalmente com as mulheres de nossas vidas, com influências de The Velvet Underground e The Clash. A bateria fica por conta de um brasileiro Fabrizio "fab" Moretti e o vocalista e líder da banda, Julian Casablancas que se não me engano tem sangue brasileiro também, mas viveu sempre nos EUA. Os dois guitarristas Nick Valensi e Albert Hammond Jr muitas vezes encaixam bases diferentes ao mesmo tempo(arpejos e riffs), o que uma sonoridade muito boa às músicas. E as linhas de baixo ficam por conta de Nikolai.
O show que mais vale a pena ouvir dentre esses dois é o de 2008, mas coloquei esse de 2001 com as músicas mais antigas. Gosto de todas, mas deixo destaque para "New York City Cops"(um solo bem bom), "Hard to Explain", "Alone, Together" e "Soma"
Já o show de 2008 a qualidade de áudio é muito boa e contém uma mescla de músicas dos três cds, nessa época a banda já com mais bagagem botou uma presença de palco que me surpreendeu, solos diferentes das versões de estúdio em todas(ou quase) as músicas do show, batidas mais fortes do Fab e pagadas de louco do Julian fazendo trocadilhos com a letra, vale a pena ouvir todas! Minhas favoritas são: "The End Has No End", "Red Light", "12:51", "Electricityscape ", "Ize Of The World", "Vision Of Division", "Reptilia"(essas duas últimas estão realmente muito locas)... destaque também para "Heart In a Cage".
Quem achava que a banda tinha acabado se enganou, apesar do trabalho solo do Julian e da nova banda do Fabrizio, foi confirmado que eles estão trabalhando em um novo álbum, Fabrizio teve até que deixar a banda Litle Joy para se unir aos Strokes denovo no estúdio.

July 2001, RRR Rooftop Broadcast, Live at Melbourne's Setlist:
Is This It 2:34
The Modern Age 3:43
Soma 2:43
Barely Legal 4:00
Someday 3:04
Alone, Together 3:17
Last Nite 3:21
Hard To Explain 3:43
New York City Cops 3:25
mp3 @ 160kbps

Download (não disponível)

Live at Eurock Cannes's Setlist:
Juicebox 3:16
The End Has No End 2:58
Red Light 3:10
The Modern Age 3:29
Heart In a Cage 3:24
12 : 51 2:22
Alone, Together 3:15
Electricityscape 3:33
Is This It 2:29
Ize Of The World 4:35
Someday 3:15
You Only Live Once 3:05
Hawaii 3:42
Last Nite 3:30
Hard To Explain 4:09
Vision Of Division 4:11
Reptilia 3:46
Take it Or Leave it 3:36
mp3 @ 224kbps

Download MediaFire

Strokes tocando New York City Cops com o Jack White fazendo solo:

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

The Animals & Sonny Boy Williamson - Live In The Club A Go Go

"Sonny Boy! Sonny Boy! Sonny Boy! Soo glad that you're here!"

Um álbum que eu já tenho há um bom tempo e não canso de ouvir, muito bom. The Animals é uma banda com muito do estilo Yardbirds liderada pelo guitarrista Eric Burdon com seus solos bem arranhados; acredito que a primeira música que lembramos ao falar de Animals é "The House of the Rising Sun", um épico como poucos. Mas nesse show não rolam as músicas pops da banda, eles aproveitaram a presença do Sonny Boy pra tocar um blueszão mesmo e com muitas músicas do Sonny Boy.
Sonny Boy Williamson foi um dos primeiros a fazer blues com gaita, um bluesman obrigatório pra todos nós. Depois de ter postado um Led venho com essa boa dose de gaita pra vocês. Ouvir esse som vai dar vontade de sair por ai pegando mulheres da noite... heheheh mean blues!
Boa semana pra todo mundo!



Setlist:
01. Sonny’s slow walk
02. Pontiac blues
03. My babe
04. I don’t care no more
05. Baby don’t you worry
06. Night time is the right time
07. I’m gonna put you down
08. Fattening frogs for snakes
09. Nobody but you
10. Bye-bye, sonny bye-bye
11. Bye-bye, coda
12. Let it rock
13. Gotta find my baby
14. Bo diddley
15. Almost grown
16. Dimples
17. Boom boom
18. C jam blues

Áudio: 160kbps(faixas 1-11) e 192kbps(faixas 12-18)
Ano: 1975

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Led Zeppelin - Tour Over Europe Zurich 1980

Dedicado ao Forca e ao Bonzo, aniversariantes de vida e de morte, respectivamente.


Aqui vai um show magnífico do ano que viria a ser o último ano de apresentações com John Henry Bonham(bonzo), o pulso do Led Zeppelin, que morreu de tanto tomar vodka na casa do Page, no dia 25 de setembro de 1980, 29 anos atrás. Bonhan tinha como grande ídolo ninguém menos que Keith Moon, sua pegada sempre foi mais agressiva e firme com menos notas, enquanto o Moon era mais frenético e rápido, quase não fazia solos mas inovava a cada show dentro dos riffs do Townshend, enquanto o Bonhan fazia seus solos sempre com alguma coisa diferente e tocava também com as mãos nuas. As influências desses dois mitos deram origem a duas escolas de bateria, cada qual segue o estilo de um deles. Ambos morreram devido a problemas com álcool e muito cedo. Bonhan deixou seu filho, Jason que o representou no Led Zeppelin reunion em Londres em 2007 e o Moon deu aulas pro Zak Starskey, filho do Ringo Star, que hoje toca como baterista do The Who e manda melhor que o Ringo.
Esse show está com uma qualidade de áudio bem boa, acima da média, ou seja, pode aumentar o volume sem medo!
A primeira, "The Train Kept A Rollin", é da época em que o Page fazia vezes como baixista no Yardbirds. Foi também a primeira música que os quatro músicos do Led tocaram juntos, depois eles tocaram nas turnês de 69 e nessa de 80, mas nunca foi gravada pelo Led em estúdio. A versão desse show é sem dúvida a melhor que já ouvi, e olhe que eu, por sempre gostar dela, já ouvi várias versões, tanto do Beck, como do Clapton. Mas nada como por o Bonhan e o Paul Jones pra fazer um rockability! Confesso que eu prefiria os vocais do Yardbirds nessa música, o Plant tentou engrossar um pouco e acho que não deu muito certo.
Depois gostaria de citar "In the Evening" com uma pegada bem psicodélica e "All My Love", a última grande música do Led. Uma observação aqui: o Page ta pirando nesse wah-wah*, percebe-se logo na primeira música e ainda mais em "Trampled Under Foot".
Logo em seguida "Since I've been loving you", que música linda! Sempre digo que ela atravessa a alma feminina, nessa versão o Plant mostra por que ele está a altura de todos da banda, improvisa no vocal fazendo frente ao piano e a guitarra, os três passando muito sentimento, sem dúvida. Tive essa conversa com a Marina e o Joe enquanto rolava a música outro dia... não é que essa música atinge a alma feminina pela letra, que diz de um cara que sofre de amores por uma mulher que pisa nele, tudo bem que eu ache que a alma feminina também se sente tocada por isso em sua sensibilidade ao sofrimento e tudo mais, mas é mais a melodia combinada com a voz do Plant que dá condições pra esse atravessamento. Quem sou eu pra entender alguma coisa de vocês mulheres, portanto que fique aqui expresso que estou falando da música como um todo, também pra não entrar em assuntos pessoais heheheh.
Bom, depois pra quebrar o gelo numa paulada só, "Achilles Last Stand", aí sim a gente vê o Bonhan mostrar serviço. essa música com um ar de progressivo e passagens que remetem àquilo que viria a se tornar heavy metal anos mais tarde, tem a pancada do Bonhan inevitavelmente notável.
Depois de "Kashmir" o Plant diz que se alguem estiver "bootlegging" vai ter que excluir essa música por que ela não havia sido tocada completamente correta, eu não percebi nada de errado ahiuhauihaiu. Bom chega de escrever, as últimas músicas todo mundo conhece, uma atenção especial a "Heartbreaker", apesar de ser uma música mais fraca as versões ao vivo dela sempre vem com um show a parte do Page, essa não faz por menos.



Setlist:
The Train Kept A Rollin'
Nobody's Fault But Mine
Black Dog
In The Evening
The Rain Song
Hot Dog
All My Love
Trampled Under Foot
Since I've Been Loving You
Achilles Last Stand
White Summer, Black Mountain Side
Kashmir
Stairway To Heaven
Rock And Roll
Heartbreaker
Data do show: 29/06/1980.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Pata de Elefante - Um Olho no Fósforo, Outro na Fagulha

Ae galera, finalmente um review sobre o show do Pata no Festival Interunesp de MPB Ilha Solteira. Como poderei descrever aqueles dias? Saímos de São Paulo sabendo que o Pata faria um show aqui(sábado) antes do show em Ilha(domingo) e outro ainda depois, na quarta feira no StudioSP, que nós fomos também. Ou seja não precisávamos ter dirigido uns 1200km, mas eu não poderia deixar de ir no show do Pata com o Piru que mora em Ilha e faz Unesp lá. Os paulistanos aqui desistiram de encarar a viagem, Caio, Melcon, Preto, Marcelo, Luiz, Fuchs e cia, bando de coca-cola! ahuiahuihaui Mas beleza, peguei a estrada com o Ibiaçu e a paratonga!
Então em uma semana assistimos a dois shows do Pata, somando três até hoje, ainda veremos mais no final de setembro quando eles vierem para receber o resultado do VMB, e o Macaco Bong, que por sinal está concorrendo com o Pata na categoria instrumental, fiquem atentos!

O Festival teve menos gente esse ano, ouvi boatos de que quase foi cancelado e de que houve pouca divulgação. Mas foi realmente muito louco, incrível como cada ano de festival em Ilha é único. No primeiro ano em que eu fui, teve Oswaldo Montenegro, Mundo Livre SA e Teatro Mágico, enfim, no ano seguinte teve Mutantes, Móveis Coloniais de Acaju, Ventania na prainha!!
O fato é que a chuva nesse ano não conseguiu desanimar a galera, que dançou embaixo dela, chutando as poças d'água e entrando nos carros só pra fazer aquilo que só se faz no seco! O que me desagradou um pouco foi a (falta de)qualidade dos sons que os carros bombavam, isso foi osso... a galera da unesp, como sempre muito receptiva e gente fina.

Falando de música, o show em Ilha foi investido de muita energia, mas pegou a galera de surpresa, todo o público estava acompanhando shows de bandas como "Encantoria", que fez um samba fusionado com música indígena e movimentos teatrais; a interação com o público ficava por conta de um bailarino que descia do palco, tirava as meninas pra dançar e organizava rodas; até que em um momento formou-se uma mandala gigante(imagine uma roda de 5000 pessoas de mãos dadas) circunscrevendo a arena toda, e essa mandala se encontrou no centro como se faz numa festa junina, foi bem brisa. Confira o som deles em http://www.encantoria.com/
Depois um show lamentável de "Tribo de Jah" que consegue estragar as melhores músicas do Bob Marley. Já "Os Demônios da Garoa" mandaram muito bem! Enfim, o Pata tinha a tarefa de encerrar um festival com uma música completamente diferente da que tinha rolado até então, era de se esperar que eles fizessem um setlist com as músicas mais marcantes, como "Soltaram!", "Funkadelic", "Gato que Late" e é claro, várias do último CD que estou postando agora, gostaria de ter gravado o soundboard em Ilha, já lançaria aqui um bootleg do Pata ahuiahuiahuih.
Dá pra imaginar a expressão que surgia a cada música do Pata no rosto das pessoas em Ilha? E como eu percebia isso de mãos dadas com o Hoffman? Enquanto terminava o show dos Demônios eu já estava pensando: "Essa galera vai se pêga de surpresa com a pegada do Pata e eu vou achar graça em tudo!"... E assim foi, havia uma mistura de vislumbramento e impulsos dançantes nas pessoas, quase um conflito ou dificuldade de experienciar as duas coisas! Como estão falando na Rolling Stone, essa geração de rock instrumental não pede vocal por que a guitarra fala pela melódia e a gente não só entende como se deixa levar por ela! (Re)surge a dança psicodélica!
Quase ia esquecendo, rolou uma jam do Gabriel Guedes tocando um violão invertido(por que ele é canhoto) no quiosque perto do acampamento, poucas pessoas viram isso, umas doze, quinze no máximo, ele tocava de olhos fechados e fazia umas melodias realmente boas, engatou nos riffs de "Roadhouse blues"(ou algo muito parecido) uma hora, músicos de peso. Trocamos idéia com os três da banda, todos gente fina.
Na quarta fomos no show no StudioSP, éramos Caio, Luiz, Ibiaçu, Melcon, Preto, Fuchs, Catarina e eu. A casa estava meio vazia e a nossa presença foi a que animou tudo, todo mundo já conhecia o Pata, logo no começo o Preto gritou: "Toca música nova!" E foi o que aconteceu!!
Faltou, como em Ilha, tocar aquela "Dor de Siso", mas mandaram "Isso É O Que Eu Tenho Para Dizer" que tá no nível! As músicas novas que ouvimos lá tinham uma pegada mais blues do que as que a gente já conhece, um blues mais puro, muito bom! Como o Hoffman estava ausente, teve que rolar muita cachaça, aí sim!

Sobre esse álbum, devo dizer que é um excelente trabalho de continuidade e aprimoramento, apesar de também ter umas faixas bem mais inusitadas. Minhas favoritas são: "Carpeto Volatore", "Solitário", "Hey", "Um olho no fósforo, outro na fagulha", "Marta", putz melhor eu parar por que senão vou citar todas como favoritas, mas só para fechar, "Don Genaro"... bom considerem o setlist inteiro. Não sei nem dizer se prefiro o primeiro ou o segundo CD. Sei que vem ai o terceiro!

Mp3 @ 320kbps(VBR):
DOWNLOAD AQUI


Setlist:
1) Carpeto Volatore (G. Guedes)
2) Solitário (G. Telles)
3) Hey! (G. Guedes)
4) Um olho no fósforo, outro na fagulha (G. Telles)
5) Pesadelo Hippie 3 (G. Guedes)
6) Estranha (D. Mossmann)
7) Marta (D. Mossmann)
8) Presente para Mary O (G. Guedes)
9) Dorothy (G. Telles)
10) Gigante (G. Guedes)
11) Pesadelo Hippie 4 (G. Guedes)
12) Da tua irmã, eu também gosto (G. Telles)
13) Bolero das Arábias (D. Mossmann)
14) Breve visita de Wilson a Nova Orleães (D. Mossmann)
15) Bang Bang (G. Telles)
16) Satuanograso (G. Guedes)
17) Don Genaro (G. Telles)
18) Até mais ver! (G. Telles)
Fonte: http://www.patadeelefante.com/

Confiram:
Matéria da Rolling Stone sobre o Pata de Elefante, o Macaco Bong e outras bandas instrumentais.

Entrevista Pata de Elefante MTV

Post: Macaco Bong - Artista Igual Pedreiro
Post: Pata de Elefante(primeiro álbum)

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quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Jeff Beck - Live at Ronnie Scott's
















Aqui, primeiro eu queria de mencionar que esta é minha primeira postagem e resolvi começar com classe kkkk

...É como um amigo meu já dizia; "ôce pode pegar o melhor guitarrista da atualidade reencarnar ele umas 5 veiz que ainda sim ele vai ficar frustrado quando ouvir esse cara.." haha Mas é isso aí, nesse disco temos uma legítima apresentação que me desanima de tocar guitarra...vo vender yakissoba perto do metrô que melhor. rs (nao querendo subestimar os vendedores de yakissoba )

....Enfim, grande apresentação de nosso amigo Jeff Beck ao lado do batera destruidor Vinnie Colaiuta (ex-Frank Zappa), da baixista, que com todo respeito é um "pitelzinho", Tal Wilkenfeld e o tecladista Jason Rebello (Sting). Show realizado em 2008, qualidade excelente!

Bem, é sempre bom lembrar que nosso amigo Jeff (que tem um lindo sobrenome, diga-se de passagem haha) sempre foi prestigiado por guitarristas renomados, que por sinal temos Jimmy Page e Robert Plant do Led Zeppelin assistindo a este espetáculo. Espero que gostem e apreciem sem moderação até travar o pc, e depois formata ele e vem até esse blog novamente pra fazer o download haha é nóis.....

Setlist:
01.Becks Bolero 03:30
02.Eternitys Breath 01:15
03.Stratus 04:47
04.Cause We Ve Ended as Lovers 05:17
05.Behind the Veil 05:09
06.You Never Know 03:21
07.Nadia 03:41
08.Blast form the East 04:41
09.Led Boots 04:24
10.Angel 05:41
11.Scatterbrain 04:32
12.Goodbye Pork Pie Hat 06:15
13.Space Boogie 04:21
14.Big Block 05:49
15.A Day in the Life 04:46
16.Where Were You 02:51

DOWNLOAD AQUI

“I don’t understand why some people will only accept a guitar if it has an instantly recognizable guitar sound. Finding ways to use the same guitar people have been using for 50 years to make sounds that no one has heard before is truly what gets me off. I love it when people hear my music but can’t figure out what instrument I’m playing. What a cool compliment.” Jeff Beck